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title: "Documentos para viajar em 2026: o checklist definitivo por destino"
excerpt: "Para a maioria dos brasileiros em 2026, os documentos para viajar dependem do destino: para o Mercosul, basta o RG físico em bom estado (emitido há menos de 10 anos); para a Europa/Schengen, passaporte válido, seguro viagem de €30 mil e o novo ETIAS (€20, a partir do último trimestre de 2026); para o Reino Unido, passaporte mais o ETA (£16, subindo para £20 em abril de 2026); e para os EUA, passaporte com visto B1/B2 (taxa MRV de US$ 185) — porque o Brasil não entra no ESTA. Este checklist mostra, por país, o que é obrigatório, quanto custa e quando tirar."
description: "Para a maioria dos brasileiros em 2026, os documentos para viajar dependem do destino: para o Mercosul, basta o RG físico em bom estado (emitido há menos de 10 anos); para a Europa/Schengen, passaporte válido, seguro viagem de €30 mil e o novo ETIAS (€20, a partir do último trimestre de 2026); para o Reino Unido, passaporte mais o ETA (£16, subindo para £20 em abril de 2026); e para os EUA, passaporte com visto B1/B2 (taxa MRV de US$ 185) — porque o Brasil não entra no ESTA. Este checklist mostra, por país, o que é obrigatório, quanto custa e quando tirar."
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author: "Curadoria Voyspark"
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# Documentos para viajar em 2026: o checklist definitivo por destino

Documento de viagem é a parte mais chata do planejamento e a única que, se você errar, cancela tudo. Dá para escolher o hotel errado e ainda ter uma boa viagem. Não dá para embarcar sem o papel certo. A imigração não negocia, não tem jeitinho, e "eu não sabia" não é argumento no balcão de check-in.

O problema é que a resposta para "o que preciso para viajar internacional" mudou em 2026. Três novidades entraram em vigor ou estão prestes a entrar: o ETIAS na Europa, o ETA no Reino Unido e um piloto de fila rápida para o visto americano. Muita informação que circula ainda está desatualizada. Este guia é por destino, com número, prazo e data — e deixa claro onde você precisa conferir a fonte oficial antes de comprar passagem.

Uma regra que vale para tudo antes de começar: **cheque a validade do seu passaporte hoje.** Vários países exigem que ele tenha pelo menos 6 meses de validade a contar da data de entrada (alguns aceitam 3 meses no Schengen, mas o padrão seguro é 6). Passaporte novo pela Polícia Federal leva de poucos dias a algumas semanas dependendo da agência e da época — não deixe para a semana da viagem.

### América do Sul e Mercosul: seu RG é o passaporte

Essa é a boa notícia do continente. Para **Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia** — e, na prática, também Peru, Equador, Colômbia e Venezuela — o brasileiro **não precisa de passaporte**. Basta a carteira de identidade. É o acordo de livre trânsito do Mercosul e dos países associados.

Mas tem letra miúda, e é aqui que gente perde voo:

- O RG tem que ser **físico**. Foto no celular, PDF, cópia autenticada: nada disso vale na imigração.
- Tem que estar **em bom estado de conservação**. RG plastificado descascando, rasurado, molhado ou com a foto apagada pode ser recusado — mesmo dentro da validade.
- A foto tem que **permitir identificação clara**. Aquele RG com foto de quando você tinha 12 anos e hoje tem barba? A Polícia Federal orienta que documentos emitidos há **mais de 10 anos** podem ser barrados. Se o seu é antigo, tire um novo ou leve o passaporte.

Sobre a **nova Carteira de Identidade Nacional (CIN)**: ela também serve como documento de viagem no Mercosul. A expectativa é que passe a ser usada nas fronteiras a partir de **agosto de 2026**. Atenção: a **versão digital não substitui a física** para viagem internacional — você precisa da carteirinha na mão. E não há pânico de prazo: o RG tradicional continua válido em todo o país e a CIN só se torna obrigatória em **1º de março de 2032**. Até lá, os dois valem.

Conselho honesto: mesmo podendo viajar só com RG, se você já tem passaporte, leve-o. É o documento que os hotéis, locadoras e companhias aéreas entendem sem discussão, e evita constrangimento se você pegar um agente de fronteira mais rígido.

### Europa / Schengen: o ano em que tudo mudou

O Espaço Schengen reúne a maior parte da Europa continental que o brasileiro visita — Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, Holanda, Grécia e mais de 20 outros. A regra base continua boa: **brasileiro não precisa de visto** para turismo de até **90 dias dentro de qualquer janela de 180 dias**. O que muda em 2026 é o que você tem que levar junto do passaporte.

**1. Passaporte válido.** Recomendação de segurança: pelo menos 3 a 6 meses de validade além da data prevista de saída. Não arrisque na margem.

**2. Seguro viagem de €30 mil — obrigatório.** Isto não é dica de blogueiro, é requisito formal do Schengen. A cobertura mínima é de **€30.000 para despesas médicas, hospitalares e repatriação**, válida em todos os países do bloco e por todo o período da viagem. A imigração pode pedir o comprovante, e sem ele **sua entrada pode ser negada**. Na prática, muita gente passa sem que peçam — mas basta pegar o fiscal do dia errado para virar pesadelo. O custo é baixo perto do risco: a partir de cerca de **R$ 7 por dia** de viagem. Um plano de 10 dias sai por volta de R$ 70 a R$ 150. Não há razão racional para viajar sem.

**3. ETIAS — a novidade de 2026.** O ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem) é uma **autorização eletrônica** que o brasileiro vai precisar tirar **antes** de embarcar. Não é visto — é um pré-cadastro online, parecido com o ESTA americano ou o ETA britânico.

Os números que você precisa saber:

- **Quando começa:** último trimestre de 2026 (mais provável outubro ou novembro). A data exata ainda não foi cravada pela Comissão Europeia — confirme no site oficial `travel-europe.europa.eu` antes de contar com ela.
- **Quanto custa:** **€20** por pessoa. **Isento** para viajantes com **menos de 18** ou **mais de 70 anos**.
- **Período de transição:** haverá uma janela de graça de cerca de 6 meses após o lançamento. Nessa fase, quem esquecer o ETIAS não é barrado automaticamente. A obrigatoriedade plena deve valer só por volta de **abril de 2027**. Ou seja: em boa parte de 2026 ainda dá para viajar à Europa sem ETIAS — mas não conte com isso se sua viagem for já perto da virada.
- **Validade:** cada autorização vale por vários anos (a previsão é de até 3 anos ou até o passaporte vencer, o que vier primeiro) e serve para múltiplas entradas.

O ETIAS não muda a regra dos 90/180 dias e não garante entrada — o agente de fronteira ainda tem a palavra final. É só mais uma camada de controle. O pedido é online, leva poucos minutos, e a maioria é aprovada em pouco tempo. **Erro comum a evitar:** sites piratas que cobram €60, €80 pelo ETIAS. O valor oficial é €20 e só existe um site oficial. Desconfie de qualquer "serviço de agilização".

### Reino Unido: parece Europa, mas é outra história

Muita gente ainda acha que o Reino Unido é Schengen. Não é — nunca foi, e depois do Brexit menos ainda. Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte têm regra própria.

Em 2026, o brasileiro precisa de:

**1. Passaporte válido.** O padrão recomendado é ter pelo menos 2 anos de validade, embora tecnicamente valha até a data da viagem.

**2. ETA (Electronic Travel Authorisation).** Assim como a Europa, o Reino Unido passou a exigir uma autorização eletrônica prévia. Os números:

- **Custo:** **£16** até o fim de março, subindo para **£20 a partir de abril de 2026**. Se sua viagem é depois de abril, orce £20.
- **Validade:** **2 anos**, com múltiplas entradas, cada estada limitada a até 6 meses.
- **O que cobre:** turismo, visita a família, estudo de curta duração, reuniões de negócios e tratamento médico.
- **Prazo:** a aprovação costuma sair em **até 3 dias úteis**, mas peça com folga. O aplicativo oficial "UK ETA" e o site `gov.uk` são os únicos canais legítimos.

Precisa de foto recente, passaporte, um cartão ou Apple/Google Pay e um e-mail. Leva menos de 20 minutos. De novo: **cuidado com sites intermediários** que cobram três vezes o valor por um formulário que você mesmo preenche.

### Estados Unidos: o visto que dá mais trabalho

Aqui não teve facilitação. O brasileiro **precisa de visto de turista B1/B2** para entrar nos EUA, e o processo envolve entrevista presencial no consulado. Ponto importante que confunde muita gente:

**O ESTA não vale para brasileiros.** O ESTA é a autorização eletrônica do programa Visa Waiver, e o **Brasil não faz parte** desse programa. Se você tem uma segunda cidadania elegível (Portugal, Itália, Espanha, Chile e outros países do Visa Waiver), aí sim pode usar o ESTA com aquele passaporte. Com passaporte brasileiro, é visto B1/B2 na marra.

Os números de 2026:

- **Taxa MRV:** **US$ 185** por pessoa, algo em torno de **R$ 1.000 a R$ 1.100** dependendo do câmbio consular. É a única taxa obrigatória do governo americano para o B1/B2. **Não é reembolsável** — se o visto for negado, você não recebe de volta.
- **Tempo de espera:** o gargalo é o agendamento da entrevista, que varia de semanas a **vários meses** conforme o consulado (São Paulo, Rio, Brasília, Recife, Porto Alegre têm filas diferentes). Depois de aprovado, o passaporte com o visto volta em 3 a 5 dias úteis.
- **Fila rápida (novo em 2026):** o Departamento de Estado abriu um **programa-piloto** que permite antecipar a entrevista pagando **US$ 750 adicionais**. Vale de **1º de julho a 31 de dezembro de 2026**, e depois o governo decide se mantém. É caro e opcional — só faz sentido para quem tem viagem marcada e pegou fila longa.
- **Renovação sem entrevista:** se seu visto americano venceu há **até 12 meses** (regra que pode mudar — confirme no consulado), dá para renovar por isenção de entrevista, mais rápido.

Planeje o visto americano com **meses de antecedência**. É o documento mais demorado da lista, disparado.

### Outros destinos: visto ou isenção?

Fora dos grandes blocos, a regra é caso a caso. O passaporte brasileiro é forte e abre muita porta sem visto, mas há exceções que pegam gente desprevenida:

- **Isenção de visto (turismo curto):** Japão, Coreia do Sul, África do Sul, Emirados Árabes, México, Turquia, boa parte da Ásia do Sudeste e quase toda a América Latina.
- **Autorização eletrônica prévia (tipo ETIAS/ETA):** Austrália (ETA/eVisitor), Nova Zelândia (NZeTA + taxa turística IVL), Sri Lanka, entre outros. Não é visto tradicional, mas você precisa cadastrar antes.
- **Visto obrigatório:** Estados Unidos (já vimos), China (embora haja isenções de trânsito em algumas cidades), Índia (e-Visa online), Rússia, vários países da África.

A fonte definitiva é sempre o **consulado ou a embaixada oficial** do país de destino. Sites de "requisitos de visto" ajudam a ter noção, mas não substituem a página oficial. Cheque com semanas de antecedência: e-Visa da Índia leva alguns dias, visto chinês pede agendamento e documentos físicos.

### Os documentos transversais que valem para qualquer viagem

Independentemente do destino, esses aqui salvam (ou afundam) a viagem. Muita gente foca no visto e esquece deles.

#### Seguro viagem

Já falamos que é obrigatório no Schengen (€30 mil). Mas vale para **qualquer** destino, obrigatório ou não. Um dia de internação nos EUA passa fácil de US$ 3.000. Um resgate em trilha na Patagônia, uma apendicite em Bangkok — sem seguro, é você e o cartão de crédito. A partir de R$ 7 por dia, é o item de melhor custo-benefício da viagem inteira. Contrate cobertura mínima de €30 mil sempre; para EUA e destinos de aventura, suba para US$ 60 mil ou mais.

#### CIVP — Certificado Internacional de Vacinação (febre amarela)

O **CIVP** é o comprovante de vacinação contra **febre amarela**, exigido por **47 países** em 2026 (34 na África, 13 nas Américas Central e do Sul). Entre eles: Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Paraguai, Venezuela, Panamá, e — atenção — alguns destinos asiáticos e da Oceania como **Tailândia, Filipinas, Índia, Austrália e Fiji** exigem o certificado de quem **passou por país com risco de transmissão** (o Brasil é um deles).

O que você precisa saber:

- É emitido **gratuitamente** pela **ANVISA** (online, via gov.br, ou nos pontos de vacinação de fronteira).
- A vacina precisa ter sido tomada com **antecedência mínima de 10 dias** antes da viagem — o certificado só passa a valer nesse prazo.
- **Vale para o resto da vida.** Uma dose, um certificado, vitalício.

O erro clássico: descobrir na véspera que o destino exige e não dar tempo dos 10 dias. Se vai a país que pede CIVP, resolva **com pelo menos duas semanas de folga**.

#### PID — Permissão Internacional para Dirigir

Se você pretende **alugar carro** no exterior, a CNH brasileira sozinha muitas vezes não basta. A **PID** (Permissão Internacional para Dirigir) é a tradução oficial da sua habilitação, exigida ou fortemente recomendada em boa parte da Europa, EUA e outros.

- Emitida pelo **Detran** do seu estado. O custo varia bastante: de **R$ 80 a R$ 500** conforme o estado (em São Paulo, cerca de **R$ 102** com frete).
- **Validade:** até **3 anos**, ou até o vencimento da sua CNH — o que vier primeiro.
- Chega pelos **Correios** em até 10 dias úteis. Não deixe para a última hora.
- **Regra de ouro:** a PID **não substitui** a CNH. Você tem que levar **as duas** — a PID é só a tradução chancelada, e o agente de trânsito ou a locadora querem ver a original junto.

#### Autorização de viagem de menor

Esse é o item que mais gera dor de cabeça em aeroporto, e a Polícia Federal é implacável. Crianças e adolescentes brasileiros (menores de 18) precisam de autorização quando viajam **desacompanhados, com só um dos pais, ou com terceiros**.

As regras seguem as resoluções do **CNJ** (Conselho Nacional de Justiça):

- **Viagem internacional:** se o menor viaja com **apenas um dos pais**, precisa de autorização **do outro**. Se viaja com terceiros ou sozinho, precisa de autorização **de ambos**. O documento pode ser feito em **cartório** com firma reconhecida, ou pela **Autorização Eletrônica de Viagem (AEV)** via **e-Notariado** (sistema online dos cartórios), que desburocratizou o processo.
- **Viagem nacional:** menores de **16 anos** desacompanhados precisam de autorização para viajar **para fora da comarca onde moram** sem os pais ou responsáveis.
- **Novidade que facilita:** o reconhecimento de firma não exige mais ir ao cartório na presença do tabelião — vale a firma já registrada.

Leve **sempre a via física** e, para viagem internacional, tenha também a **certidão de nascimento ou documento que comprove o parentesco**. A PF confere. Sem o papel, o menor não embarca — e a família fica no aeroporto.

#### Comprovantes que a imigração pode pedir

Além dos documentos formais, vários países (Schengen e Reino Unido especialmente) podem pedir, na entrada:

- **Passagem de volta** ou de continuação (comprovante de que você vai sair do país).
- **Comprovante de hospedagem** (reserva de hotel, carta-convite ou endereço onde vai ficar).
- **Comprovante financeiro** — que você tem meios de se sustentar. Não há valor fixo universal, mas alguns países sugerem em torno de **€40 a €100 por dia** de estadia, em cartão, dinheiro ou extrato.

Raramente pedem tudo, mas quando pedem e você não tem, a entrada trava. Tenha esses documentos **impressos ou fáceis de acessar no celular** — não confie em ter sinal de internet no balcão da imigração.

### O erro que mais custa caro: prazo

Se você tirar só uma coisa deste guia, tire esta: **documento de viagem se resolve com antecedência, não na véspera.** O ranking de tempo, do mais demorado ao mais rápido:

1. **Visto americano B1/B2** — meses (a fila de entrevista é o gargalo).
2. **Passaporte novo** — dias a semanas, pior em alta temporada.
3. **Vacina + CIVP** — mínimo 10 dias entre vacina e validade.
4. **PID** — até 10 dias úteis pelos Correios.
5. **ETIAS / ETA / e-Visa** — minutos a poucos dias, mas não deixe para o embarque.
6. **Autorização de menor** — rápido no e-Notariado, mas depende dos dois pais.

Comece pelo visto e pelo passaporte assim que a viagem virar plano concreto. O resto encaixa depois. E confirme **sempre** cada taxa e data na fonte oficial antes de contar com ela — regras de fronteira mudam, e 2026 é justamente o ano em que várias mudaram.
