---
title: "Visto para a Tailândia em 2026 — o guia honesto para portugueses (isenção de 60 dias, TDAC, e-Visa e DTV)"
excerpt: "O cidadão português não precisa de visto para turismo na Tailândia e, desde julho de 2024, pode ficar até 60 dias por entrada, contra os 30 anteriores. Na imigração local dá para esticar mais 30. O cartão de papel TM6 morreu: agora todo o viajante preenche o TDAC, o Thailand Digital Arrival Card, online e gratuito, dentro das 72 horas antes de aterrar. Este guia mostra quem está isento, como preencher o TDAC sem cair em burla, quando é preciso e-Visa ou o novo visto DTV para nómadas, e os erros que prendem viajantes na fila da imigração de Banguecoque."
description: "O cidadão português não precisa de visto para turismo na Tailândia e, desde julho de 2024, pode ficar até 60 dias por entrada, contra os 30 anteriores. Na imigração local dá para esticar mais 30. O cartão de papel TM6 morreu: agora todo o viajante preenche o TDAC, o Thailand Digital Arrival Card, online e gratuito, dentro das 72 horas antes de aterrar. Este guia mostra quem está isento, como preencher o TDAC sem cair em burla, quando é preciso e-Visa ou o novo visto DTV para nómadas, e os erros que prendem viajantes na fila da imigração de Banguecoque."
slug: "visto-tailandia-2026-isencao-turismo"
locale: "pt-PT"
canonical: "https://voyspark.com/pt-PT/journal/visto-tailandia-2026-isencao-turismo"
author: "Curadoria Voyspark"
published_at: "Wed Jun 03 2026 15:30:17 GMT+0000 (Coordinated Universal Time)"
updated_at: "Wed Jun 03 2026 15:30:17 GMT+0000 (Coordinated Universal Time)"
vertical: "hacking"
reading_time_minutes: 18
word_count: 4707
hero_image: "https://s3.voyspark.com/voyspark-images/articles/visto-tailandia-2026-isencao-turismo/hero-11b8f9.jpg"
tags:
  - "visto"
  - "tailandia"
  - "isencao"
  - "tdac"
  - "turismo"
  - "documentos"
---

# Visto para a Tailândia em 2026 — o guia honesto para portugueses (isenção de 60 dias, TDAC, e-Visa e DTV)

Vamos direto ao assunto, porque é a primeira dúvida de quem está a montar a viagem: **não precisa de visto para fazer turismo na Tailândia.** Entra com o passaporte, mostra o bilhete de saída e está feito. E, desde 2024, pode ficar bastante mais tempo do que antigamente.

A mudança é recente e importante. Até meados de 2024, a isenção de visto para turista era de 30 dias. Em **15 de julho de 2024**, o governo tailandês alargou a lista de países isentos e duplicou o prazo: passaram a ser **60 dias por entrada** para cidadãos de mais de 90 países, Portugal entre eles. Foi parte de um pacote para reaquecer o turismo, que é uma das maiores fontes de receita do país.

Na prática, isto muda o jogo. Sessenta dias dão folga para fazer Banguecoque, o norte (Chiang Mai, Pai), as ilhas do sul (Phuket, Krabi, Koh Samui, Koh Phangan) e ainda sobrar tempo. E, se 60 não chegarem, ainda pode esticar mais 30 dentro do país, num posto de imigração. Já lá voltamos.

Mas há letra miúda, e é nela que o viajante tropeça em 2026. O antigo cartão de desembarque de papel, o **TM6**, foi aposentado. No lugar entrou o **TDAC** — um registo digital obrigatório que preenche pela internet antes de aterrar. Quem não o faz, fica preso à chegada. E, como toda a novidade burocrática, virou íman de burla: dezenas de sites falsos a cobrar por algo que é gratuito.

Este guia cobre o caminho real: como funciona a isenção alargada, como preencher o TDAC sem pagar a burlões, quando é preciso e-Visa ou o novo DTV, o que a imigração de Suvarnabhumi realmente verifica, e os erros que custam tempo (ou o embarque).

---

### A isenção de 60 dias: o que mudou e o que cobre

A regra atual, em vigor desde julho de 2024, é simples de enunciar: o cidadão português com passaporte válido entra na Tailândia **sem visto**, para turismo, e pode ficar **até 60 dias por entrada**. Não precisa de tratar de nada antes, não precisa de pagar taxa de visto, não precisa de ir a um consulado.

O que esta isenção cobre:

- **Turismo** — passear, conhecer templos, praias, ilhas, mercados, o que for.
- **Visita a familiares e amigos.**
- **Negócios curtos sem remuneração** — reuniões, conferências, visitar um fornecedor, feiras. (Trabalho pago, não.)
- **Trânsito** — escala na Tailândia a caminho de outro destino.

Os 60 dias contam-se **por entrada**, não por ano. Entra, o agente carimba até 60 dias de permanência. Saiu, voltou a entrar, a contagem reinicia. Mas — e aqui vai o aviso a sério — usar a isenção para andar a entrar e a sair de forma que pareça residência disfarçada é exatamente o que faz a imigração tailandesa desconfiar. O país endureceu nos últimos anos contra os "border runs" abusivos. Entrar como turista várias vezes seguidas, sem voos de turismo a sério, levanta bandeira vermelha e pode resultar em recusa de entrada na hora.

Um ponto que confunde: a isenção de 60 dias é a regra de meados de 2024 em diante, e foi reconfirmada como política em vigor. Há quem ainda se lembre dos 30 dias antigos ou de campanhas temporárias. A referência que vale é sempre o site oficial da imigração e do turismo tailandês — ligações no fim. Antes de comprar bilhete para uma estadia longa, confirme o prazo em vigor, porque a Tailândia já mexeu nisto mais do que uma vez e pode voltar a mexer.

---

### A extensão de +30 dias: como esticar dentro do país

Sessenta dias é muita coisa, mas, para quem quer um inverno inteiro no sul ou um mergulho fundo no norte, dá para estender.

Quem entrou pela isenção pode ir a um **posto de imigração** dentro da Tailândia e pedir uma extensão de **30 dias**. A taxa-padrão é de **1.900 baht** (cerca de 48 a 52 euros à cotação de 2026, mas confirme — o câmbio do baht oscila). Com a extensão, o total chega a **90 dias** sem nunca ter tirado um visto formal.

Como funciona, na prática:

1. Vá a um **posto de imigração** (o principal de Banguecoque fica em Chaeng Watthana; há postos em Phuket, Chiang Mai, Pattaya e noutras cidades turísticas).
2. Leve **passaporte**, o **comprovativo do TDAC/carimbo de entrada**, **fotografia recente** padrão (algumas unidades tiram na hora) e o formulário **TM7** (extensão de permanência).
3. Pague os **1.900 baht** em dinheiro.
4. Receba o novo carimbo com a data estendida.

Faça isto **antes** de esgotar os 60 dias — não deixe para o último minuto, porque o overstay tem multa diária e mancha o seu histórico. Vá com alguns dias de folga.

Atenção: a extensão de 30 dias para turista é o padrão. Não a confunda com a renovação de vistos de longa permanência, que tem outras regras. Para turista isento, o caminho é simples: um pedido, uma taxa, mais 30 dias.

---

### TDAC: o cartão digital que substituiu o TM6 (e é obrigatório)

Aqui está a maior novidade para quem já viajou à Tailândia e vai voltar. O velho **TM6**, aquele cartãozinho de papel que se preenchia no avião e se entregava na imigração, **acabou**. Desde **1 de maio de 2025**, foi substituído pelo **TDAC — Thailand Digital Arrival Card.**

O TDAC é um registo digital obrigatório para **todo o estrangeiro** que entra na Tailândia, seja por via aérea, terrestre ou marítima. Sem ele, não passa na imigração. É o equivalente tailandês do Visit Japan Web ou do formulário de chegada digital de outros países.

Como funciona:

1. **Aceda ao site oficial** — `tdac.immigration.go.th`. É o único endereço verdadeiro. Não use aplicações de terceiros nem ligações de anúncios.
2. **Preencha dentro das 72 horas antes da chegada.** O sistema não aceita registos com mais de três dias de antecedência. Faça com calma, mas dentro desta janela.
3. **Indique os dados** — passaporte, voo, morada onde vai ficar na Tailândia (hotel ou anfitrião), propósito da viagem, países visitados nos últimos dias (controlo sanitário).
4. **Receba o comprovativo digital** — normalmente um QR code ou número de confirmação. Guarde no telemóvel e tenha uma captura de ecrã/PDF de reserva.
5. **À chegada**, apresente o comprovativo do TDAC juntamente com o passaporte.

O TDAC é **gratuito**. Repito porque é o ponto que mais derruba viajantes: **não se paga nada pelo TDAC no site oficial.** Cada membro da família precisa do seu próprio registo — não existe TDAC coletivo, embora dê para preencher vários na mesma sessão.

Pormenor técnico que gera dúvidas: o TDAC não é visto nem garante entrada. É só o registo digital de chegada. Continua a passar pela inspeção de imigração normalmente. O TDAC só substitui o papel; a verificação do agente continua igual.

---

### As burlas do TDAC: o que evitar

Toda a burocracia nova vira mina de burla, e o TDAC é o exemplo perfeito de 2025 e 2026. Pesquise "TDAC" no Google e vai encontrar uma data de sites que **parecem oficiais**, com bandeira tailandesa, aspeto de governo, e que cobram "taxa de serviço" de 30, 50 dólares, às vezes mais, para preencher um formulário que é **gratuito** no site real.

Estes sites fazem duas coisas más: cobram por nada e, pior, captam dados sensíveis do seu passaporte. Alguns nem submetem o registo a sério — paga, recebe um PDF bonito, e descobre na imigração que não tem TDAC nenhum.

Regras para não cair:

- O endereço oficial é **`tdac.immigration.go.th`**. Verifique a barra de endereços com atenção. Os burlões usam variações como "thailand-tdac", "tdac-online", "evisa-tdac" e semelhantes.
- **Não clique em anúncios.** Os primeiros resultados pagos do Google costumam ser os falsos. Desça até ao resultado orgânico do domínio `.go.th`.
- **O TDAC não custa nada.** Qualquer cobrança = burla.
- Desconfie de páginas que pedem **cartão de crédito** para emitir o TDAC. O processo oficial não pede pagamento.

A mesma lógica vale para o e-Visa, que tem taxa legítima mas só no site oficial. Já lá voltamos.

---

### Quem PRECISA de e-Visa (e como pedir)

A maioria dos portugueses em turismo **não precisa** de visto nenhum — a isenção de 60 dias resolve. Mas há situações em que o **e-Visa** entra:

- Quer ficar **mais de 60 dias desde o início**, sem depender da extensão de 30. Aí o **visto de turismo (TR)** já entra com 60 dias por entrada e dá para esticar.
- Precisa de **múltiplas entradas** garantidas, por exemplo um roteiro que cruza para o Laos, o Camboja ou o Myanmar e volta várias vezes. O visto de turismo de múltipla entrada cobre isso.
- O propósito **não se enquadra na isenção** — estudo, trabalho, voluntariado formal, tratamento médico longo, certos vistos de negócios.

O sistema oficial é o **Thailand e-Visa**, em **`thaievisa.go.th`** (operado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Tailândia). É 100% online — não vai a um consulado colar nada no passaporte.

Como pedir, em linhas gerais:

1. **Crie conta** no site oficial `thaievisa.go.th`.
2. **Escolha o tipo de visto** — turismo (TR) entrada simples ou múltipla, ou o que se aplicar ao seu caso.
3. **Carregue os documentos** — passaporte válido por pelo menos 6 meses, fotografia, bilhetes de ida e volta, comprovativo de alojamento e comprovativo financeiro (extrato bancário a mostrar fundos suficientes).
4. **Pague a taxa do visto online.** O valor varia consoante o tipo — turismo de entrada simples costuma rondar os 30 a 40 dólares; a múltipla entrada é mais cara. Confirme no site, porque muda.
5. **Aguarde a aprovação** (alguns dias úteis) e **descarregue o e-Visa em PDF.** Imprima e leve consigo — ao contrário do TDAC, aqui é frequente o agente querer ver o documento.

Cuidado, mais uma vez, com o domínio. O oficial é `thaievisa.go.th`. Sites com "thailand-visa", "evisa-thailand", "visa-thai-online" e afins são imitações.

---

### Visto de turismo (TR): para estadias longas formalizadas

O **TR (Tourist Visa)** é o visto formal de turismo, para quem não quer depender só da isenção. Faz sentido quando:

- Sabe à partida que vai ficar **perto ou mais de 60 dias** e quer entrar já com o prazo cheio, evitando ter de ir a um posto de imigração a meio da viagem.
- Quer **múltiplas entradas** (METV — Multiple Entry Tourist Visa), útil para quem usa a Tailândia como base e faz idas e voltas a países vizinhos.

O TR de entrada simples costuma permitir **60 dias por entrada**, extensível por mais 30 num posto de imigração — a mesma lógica da isenção, mas com a tranquilidade de já ter o documento. O METV vale por um período mais longo (tipicamente seis meses de validade da etiqueta), com cada entrada a permitir 60 dias.

Pede-se pelo **e-Visa** (`thaievisa.go.th`). Os requisitos financeiros existem: o consulado/sistema pode pedir extrato a mostrar fundos (a referência comum é o equivalente a 20.000 baht por pessoa, ou 40.000 por família). Tenha bilhetes e alojamento documentados.

Para a maioria dos portugueses num roteiro de 2 a 4 semanas, o TR é desnecessário — a isenção cobre de sobra. O TR compensa para quem planeia uma temporada longa e quer paz de espírito.

---

### DTV: o novo visto para nómada digital e cursos longos

Uma das novidades mais interessantes de 2024 é o **DTV — Destination Thailand Visa.** Lançado em julho de 2024, foi feito para um perfil que cresce muito na Tailândia: o **trabalhador remoto, freelancer, nómada digital** — e também para quem vai fazer **cursos longos** (muay thai, culinária tailandesa, tratamentos de medicina tailandesa).

O que o DTV oferece:

- **Validade de 5 anos**, com entradas múltiplas.
- Cada entrada permite ficar até **180 dias**, extensível por mais 180 numa visita à imigração (mediante taxa).
- Cobre **trabalho remoto para empresa de fora da Tailândia** (não permite trabalhar para empregador tailandês), além dos cursos e atividades culturais.

Os requisitos principais:

- **Comprovativo financeiro** robusto — a referência é o equivalente a **500.000 baht** disponíveis (algo na casa dos 13 a 14 mil euros), via extrato bancário.
- **Documento que justifique o propósito** — contrato de trabalho remoto, portefólio de freelancer, ou inscrição/confirmação do curso (carta da academia de muay thai, da escola de culinária, etc.).
- Passaporte válido, fotografia e a taxa do visto (na ordem dos **10.000 baht**).

Pede-se pelo **e-Visa** (`thaievisa.go.th`) ou numa embaixada/consulado tailandês. O DTV não é para turista comum — é para quem realmente vai passar temporadas longas a trabalhar à distância ou a estudar. Mas, para o português que sonha em fazer base no sudeste asiático sem o aperto dos 60 dias, é a porta mais limpa que existe hoje.

Importante: o DTV **não dá direito a trabalhar para empresa tailandesa** nem substitui visto de trabalho local. É remoto para fora, ou estudo/cultura. Confundir isto é uma infração de imigração.

---

### Regras de entrada: o que a imigração realmente verifica

Estar isento não é passe livre. O agente em **Suvarnabhumi (BKK)**, **Don Mueang (DMK)**, Phuket (HKT) ou Chiang Mai (CNX) tem autoridade para o barrar se achar que a sua entrada não bate certo com turismo. O que ele costuma verificar:

- **Passaporte com 6 meses de validade.** A Tailândia exige, sim, seis meses de validade a contar da data de entrada. Este ponto derruba quem viaja com o passaporte perto de caducar. Confirme antes de comprar bilhete.
- **Bilhete de saída.** Bilhete de regresso a Portugal ou de saída para outro país, com data **dentro do prazo da isenção** (60 dias, ou o período do visto). Este é o item que mais barra viajantes. Sem comprovativo de saída, o agente entende que tenciona ficar — e algumas companhias aéreas nem o deixam embarcar sem ele.
- **Onde vai ficar.** Morada do hotel ou de quem o aloja. A mesma que indicou no TDAC. Tenha à mão.
- **Fundos.** Em teoria, a Tailândia pode exigir comprovação de **20.000 baht por pessoa** (ou 40.000 por família) em dinheiro, cartão ou extrato. Na prática é raro pedirem, mas o agente tem esse direito. Não viaje sem nada a contar com a sorte.

A inspeção em BKK é rápida e geralmente impessoal. Recolhem-se **impressão digital e fotografia** (procedimento padrão). Responda com objetividade: quanto tempo fica, onde, o que veio fazer. "Vim conhecer Banguecoque e as ilhas durante três semanas, regresso no dia tal" é forte. Respostas vagas prolongam a conversa.

---

### Saúde, dinheiro e o básico que ninguém avisa

A Tailândia **não exige** seguro de viagem ao turista isento em 2026, nem comprovativo de vacina para a entrada comum. Mas as regras sanitárias mudam sem aviso — confirme antes de viajar, sobretudo se passar por outros países antes.

Dito isto, **um seguro de viagem com cobertura médica é fortemente recomendado.** Um hospital privado em Banguecoque ou Phuket é caro para quem não tem cobertura, e o acidente de mota (a causa nº 1 de problemas com turistas na Tailândia) acontece muito. Para alguns vistos de longa permanência o seguro é exigido por lei; para o turista comum não é, mas continua a ser disparate viajar sem ele.

Dinheiro: o **baht** (THB) é a moeda. A Tailândia é amiga do cartão nas cidades, mas o dinheiro vivo ainda manda em mercados, tuk-tuks, ilhas e barracas. As caixas multibanco cobram uma taxa fixa alta para o levantamento internacional (na ordem dos 220 baht por operação), por isso levante valores maiores de uma vez. Leve algum dinheiro em numerário e avise o seu banco de que vai viajar.

Validade do passaporte, mais uma vez, porque é o erro silencioso: **seis meses a contar da entrada.** Renove-o com antecedência (numa Loja do Cidadão ou no IRN) se o seu estiver perto de caducar.

---

### Crianças, bebés e viagem em família

As crianças também estão isentas — cada uma com o seu **passaporte próprio**, válido por 6 meses, e o seu **próprio TDAC**. Já não existe "criança no passaporte dos pais"; cada pessoa tem o seu.

Se a criança viaja **sem um dos pais** ou com terceiros, leve a **autorização de saída** quando aplicável — para um menor com nacionalidade portuguesa a sair desacompanhado dos pais, recomenda-se uma autorização assinada e reconhecida, idealmente com tradução. Atenção: as exigências de documentação de menores são feitas na **saída** e nos controlos fronteiriços, não na imigração tailandesa. Mas, sem a documentação certa, pode nem embarcar em Lisboa.

Para uma família grande, lembre-se de que **cada membro precisa do seu TDAC individual**, ainda que dê para preencher todos numa só sessão no site oficial.

---

### Os erros mais comuns de quem vai para a Tailândia

1. **Pagar pelo TDAC.** O TDAC é gratuito no site oficial `tdac.immigration.go.th`. Qualquer site que cobre é burla. Este é o erro nº 1 de 2026.
2. **Esquecer o TDAC.** É obrigatório desde maio de 2025. Sem o registo digital, fica preso na imigração. Faça-o dentro das 72 horas antes de aterrar.
3. **Achar que precisa de visto e pagar um intermediário à toa.** Turismo até 60 dias = isenção, sem visto. Quem o quiser cobrar para "tirar o visto tailandês de turismo" provavelmente está a enganá-lo.
4. **Passaporte com menos de 6 meses de validade.** A Tailândia exige seis meses. É um dos motivos mais comuns de recusa no embarque. Confirme antes.
5. **Não ter bilhete de saída.** Item que mais derruba na imigração e no check-in. Tenha o bilhete de regresso ou de saída dentro do prazo.
6. **Cair em site falso de e-Visa.** O oficial é `thaievisa.go.th`. As imitações cobram taxa inflacionada e roubam dados.
7. **Confundir o DTV com visto de trabalho.** O DTV é para trabalho remoto para empresa de fora ou cursos. Trabalhar para empregador tailandês com DTV é ilegal.
8. **Border run abusivo.** Entrar e sair a toda a hora para "reiniciar" os 60 dias levanta bandeira. A imigração endureceu e pode recusar a entrada.
9. **Esgotar o prazo (overstay).** Tem multa diária (500 baht/dia, com teto) e mancha o histórico. Estenda no posto de imigração antes de esgotar o prazo.

---

### Calendário realista: do zero ao embarque

Para quem viaja em turismo, o "processo de visto" da Tailândia é quase inexistente — e é por isso que o país é tão acessível. O cronograma:

- **Agora:** confirme se o passaporte tem **6 meses de validade** a contar da data de entrada. Se estiver perto de caducar, renove-o numa Loja do Cidadão ou no IRN (marcação + taxa).
- **Compre os bilhetes** — ida e volta. O de regresso (ou de saída para outro país) é o que a imigração e a companhia aérea querem ver.
- **Reserve alojamento** — pelo menos a primeira noite, para ter morada no TDAC.
- **Decida o prazo:** até 60 dias, a isenção resolve. Mais do que isso, planeie a extensão de +30 num posto local, ou tire o **TR/e-Visa** antes para entrar já com o prazo cheio.
- **Dentro das 72 horas antes de aterrar:** preencha o **TDAC** no site oficial `tdac.immigration.go.th`. Gratuito. Guarde o comprovativo.
- **À chegada:** apresente passaporte + comprovativo do TDAC. Tenha o bilhete de saída e a morada à mão.

Nada de filas de meses, nada de entrevistas de consulado, nada de taxa de visto para uma estadia curta. Para o turista português com o passaporte em dia, a Tailândia é um dos destinos mais simples de entrar na Ásia. O único trabalho a sério é não esquecer o TDAC — e não pagar por ele.

---

### Apêndice: ligações e canais oficiais

- **Thailand e-Visa** — sistema oficial de visto eletrónico (MNE da Tailândia): thaievisa.go.th
- **TDAC — Thailand Digital Arrival Card** — registo digital de chegada (Imigração): tdac.immigration.go.th
- **Immigration Bureau** — regras de entrada, extensão de permanência, postos: immigration.go.th
- **Tourism Authority of Thailand (TAT)** — informações turísticas oficiais: tourismthailand.org

Nunca pague taxa num site não oficial. O **TDAC é gratuito**. O e-Visa tem taxa, mas só no domínio `thaievisa.go.th`. Desconfie de qualquer página fora dos domínios `.go.th` que cobre "taxa de processamento", "serviço expresso" ou peça cartão de crédito para emitir o cartão de chegada.
