Quatro dólares circulam no Brasil ao mesmo tempo, e a maioria das pessoas só conhece dois. A diferença entre eles, num envio de USD 1.000, é de R$ 480. Este guia mostra de onde sai cada cotação, quem ganha em cada uma, e porque o "dólar do Google" quase nunca é o dólar que pagas.
Quatro dólares circulam no Brasil ao mesmo tempo, e a maioria das pessoas só conhece dois. A diferença entre eles, num envio de USD 1.000, é de R$ 480. Este guia mostra de onde sai cada cotação, quem ganha em cada uma, e porque o "dólar do Google" quase nunca é o dólar que pagas.
**Câmbio comercial (PTAX)** é a cotação oficial calculada pelo Banco Central a partir do mercado interbancário. Usado em contratos, importação, dívida pública. É o "dólar do Google" — mas ninguém compra USD a essa cotação.
**Câmbio turismo** é a cotação que a casa de câmbio ou banco oferece para o retalho. PTAX + spread de 3% a 8%. É o que o turista paga em espécie, cartão pré-pago e remessa tradicional.
**Câmbio spot** é a cotação real do mercado interbancário em tempo real. Wise, Nomad e algumas fintechs conseguem operar muito perto disso por estarem regulamentadas no estrangeiro (Wise UK FCA, Nomad Cedears).
**Câmbio paralelo** é o dólar comprado fora do sistema bancário — *doleiros*, lojas de bairro sem registo, "exchange" em redes sociais. Ilegal. Spread chega a 8-10% acima do turismo. Não tem garantia, não tem fatura, não tem protecção.
Diferença numa remessa de USD 1.000 em maio/26: comercial R$ 5.620, spot R$ 5.640, turismo de casa de câmbio R$ 5.950, paralelo R$ 6.100. Diferença total: R$ 480.
Quatro dólares circulam no Brasil ao mesmo tempo, e a maioria das pessoas só conhece dois. A diferença entre eles, num envio de USD 1.000, é de R$ 480. Este guia mostra de onde sai cada cotação, quem ganha em cada uma, e porque o "dólar do Google" quase nunca é o dólar que pagas.