Trekking W em Torres del Paine: 5 dias, 4 noites, sem ilusão

Etapa por etapa, equipamento que importa, reservas em 2026, e a verdade sobre o sunrise nas torres.

por Curadoria Voyspark 04 de maio de 2026 12 min Curadoria Voyspark

O W é a trilha mais famosa do Chile e a que mais decepciona quem chega sem preparo. Cinco dias de caminhada entre 11 e 22 km por etapa, vento que derruba mochila de 60L, refúgios que reservam 8 meses antes, e um sunrise nas torres que dois em cada três grupos não veem por causa de nuvem. Este guia é o que eu queria ter lido antes de fazer minha primeira W em 2017 — e antes da segunda em 2023. Etapa por etapa, com distância real, tempo real, e onde a maioria das pessoas falha. Custo total entre US$ 1.800 e US$ 3.500 por pessoa para 5 dias com refúgios, pensão completa e transporte de Puerto Natales. Equipamento obrigatório listado com modelo específico. Janela ideal entre outubro e março com nota sobre cada mês.

12 min de leitura

A primeira vez que fiz o W foi em fevereiro de 2017 com botas alugadas em Puerto Natales que abriram bolha no segundo dia. A segunda foi em novembro de 2023 com equipamento próprio e três meses de preparo físico. A diferença entre as duas viagens foi obscena. Uma foi sobrevivência. A outra foi a viagem que justificou o gasto.

Este guia assume que você vai fazer o W com refúgios (não acampando). Acampar é outra trilha — mais barata (US$ 800-1.200 total), mais técnica, e fora do escopo deste texto. Refúgios significam dormir em beliche com lençol, comer três refeições quentes por dia, e carregar mochila de 25-35 litros em vez de 50-65.

O W tem essa forma porque a trilha desenha um W maiúsculo no mapa: vale do Francês no meio, vale do Glaciar Grey à esquerda, vale das Torres à direita. Cinco dias é o mínimo civilizado. Quatro dias é possível mas cruel. Seis dias com noite extra no Chileno é o que recomendo.


Etapa por etapa (oeste para leste — direção mais usada)

A direção oeste-leste começa em Refugio Paine Grande (chegando de catamarã pelo Lago Pehoé) e termina no Refugio Las Torres. A vantagem: você guarda o Mirador Las Torres pro último dia, com vista pras três torres no nascer do sol como clímax. A direção contrária (leste-oeste) é tecnicamente igual mas a maioria das agências e refúgios assume oeste-leste, então é mais fácil reservar.

Dia 1 — Puerto Natales → Refugio Paine Grande

Você sai de Puerto Natales no ônibus das 7h ou 7h30 (Bus-Sur, Buses Fernández, ou Buses Pacheco — US$ 22 ida). Chega na Portería Pudeto às 11h. Pega o catamarã das 11h ou 12h pra atravessar o Lago Pehoé até o Paine Grande (US$ 38 ida, 30 minutos). Chega entre 12h30 e 13h.

A tarde do dia 1 é leve. Check-in no refúgio, almoço (geralmente incluso na pensão completa, US$ 30 separado), e caminhada curta. Você pode ir até o Mirador Lago Grey (4 km ida-volta, 1h30) ou só descansar pra encarar o dia 2.

Dia 2 — Paine Grande → Mirador Grey ida e volta → Paine Grande (variante recomendada)

Esta é uma decisão chave. Existem duas formas de fazer o dia 2:

Variante A — refúgio Paine Grande como base. Você sai de manhã caminhando até o Mirador Glaciar Grey (11 km, 3h30 só ida, com algumas pontes suspensas dramáticas). No mirador, vista do glaciar inteiro, icebergs flutuando no lago. Almoço de campanha (a pensão completa te dá uma lunch box). Volta pela mesma trilha. 22 km no dia, 7-8 horas. Dorme no Paine Grande de novo.

Variante B — Paine Grande → Refugio Grey → Paine Grande no dia seguinte. Você dorme no Refugio Grey (no pé do glaciar) e faz a volta no dia 3. Mais imersão, menos cansativo, custa uma noite extra (US$ 90-130). Esta é a versão "W com 6 dias".

Recomendo a variante A se você tá em forma. Recomendo a variante B se for sua primeira longa trilha.

Dia 3 — Paine Grande → Italiano → Mirador Británico → Refugio Cuernos

O dia mais longo e o mais bonito. Você sai do Paine Grande de manhã (saída 7h-8h) caminhando para leste por 7,6 km até o Campamento Italiano. Lá deixa a mochila grande no posto de guardião (gratuito), pega só água, casaco e snack, e sobe o vale do Francês.

Subida 5,5 km até o Mirador Británico. Esta é a vista clássica do W: anfiteatro de granito com os cuernos del Paine de um lado, o glaciar Francês caindo do outro, e em dias claros, vista das torres ao fundo. 2h30-3h de subida.

Volta pra Italiano (2h30), pega a mochila, segue mais 5,5 km até o Refugio Cuernos. Chega entre 17h e 19h. Total do dia: 25 km, 8-10 horas. Janta no refúgio, dorme cedo.

Importante: o vale do Francês fecha quando o vento ultrapassa 80 km/h ou quando tem risco de avalanche. Em novembro e março isso acontece em 1 a cada 4 dias. Tenha plano B (descer direto pro Cuernos sem subir o Británico).

Dia 4 — Refugio Cuernos → Refugio Chileno

11 km, 4-5 horas. Trilha relativamente plana, beirando o Lago Nordenskjöld, com vento que pode chegar a 100 km/h no trecho aberto. Mantenha a mochila com peso baixo no topo, capa de chuva à mão.

Chegada no Chileno entre 13h e 16h. Almoço, descanso. Você tem opção de subir naquela tarde até o Mirador Las Torres (8 km ida-volta, 3-4 horas, último trecho íngreme em moreia), mas a maioria deixa pro dia seguinte.

Por que recomendo dormir duas noites no Chileno: o sunrise nas torres falha em 60% dos dias por nuvem. Se você só tem uma manhã, depende de sorte. Com duas, você tem 84% de chance de pegar pelo menos uma manhã limpa (probabilidade composta). Custa US$ 90-130 a noite extra. Vale.

Dia 5 — Chileno → Mirador Las Torres → Refugio Torres Central → Puerto Natales

Acorde 4h. Saída 4h30. Caminhada de 4 km com lanterna de cabeça pelo vale do Ascencio, depois 1,5 km de moreia íngreme (literalmente subir entre pedras, em escuro). Chegada no Mirador Las Torres entre 6h30 e 7h, dependendo do mês.

O sunrise em si: o sol nasce no leste e bate primeiro nos picos das três torres, deixando-as vermelhas-alaranjadas por 15-30 minutos. Embaixo, o Lago Torres ainda escuro. É a foto que você viu mil vezes. Quando dá, justifica tudo.

Quando não dá (nuvem fechada), você tem três opções: esperar (ela pode abrir entre 9h e 11h), descer e voltar no dia seguinte (se reservou duas noites), ou descer aceitando a derrota e contar como história.

Descida 6 km até o Refugio Chileno (recolher mochila grande), mais 7 km até o Refugio Torres Central. 13 km de descida no total. Almoço no Central. Ônibus de volta pra Puerto Natales (Laguna Amarga → Puerto Natales, 2h30, US$ 22).


Equipamento obrigatório (modelo específico)

Não é lista de "leve isso pode ser útil". É lista de o que evita você ficar lesionado, encharcado ou hipotérmico.

Botas. Salomon X-Ultra 4 Mid GTX (Goretex, cano médio, 380g) ou La Sportiva Ultra Raptor II Mid GTX (mais pesada, mais robusta, 480g). Não use tênis de corrida. Não use bota nova nunca usada — abra com mínimo 60 km antes da viagem.

Mochila. 45-55 litros com sistema de carga (cinto largo, ajuste de torso). Osprey Ariel 55 (feminino) ou Aether 55 (unissex), Deuter Aircontact Lite 50+10. Cintura tem que apoiar 70% do peso, não o ombro.

Casaco hardshell. Goretex Pro ou Pro Shell — não barato. Patagonia Triolet, Arc'teryx Beta AR, ou Mountain Hardwear Exposure 2. Não use casaco "à prova d'água" sem membrana técnica. O vento da Patagônia atravessa.

Camadas térmicas. 2 camadas base de lã merino (Icebreaker, Smartwool — 200g/m²). 1 fleece intermediário (Patagonia R1 ou equivalente). 1 doudoune leve (Patagonia Down Sweater ou Uniqlo Ultra Light, sim, funciona).

Calças. Calça de trekking elástica, secagem rápida (Prana, Fjällräven, Decathlon Quechua). Calça de chuva separada como backup.

Acessórios. Luvas finas + luvas grossas (sistema de duas camadas), gorro de lã, buff (cobre pescoço e rosto contra vento), óculos UV400 obrigatório (sol patagônico é forte), bastões de trekking (Black Diamond Distance Carbon Z ou equivalente — não opcional, sua geração de joelhos vai agradecer).

Saco de dormir. Não precisa se você só dormir em refúgio (eles fornecem lençol e cobertor). Se quiser conforto, leve um sleeping liner de seda (200g).

Mochila ataque. Mochila pequena de 18-25L pra subidas sem peso (Británico, Las Torres). Pode ser a Salomon Trail 20 ou similar.

Hidratação. Camelbak 2L + 1 garrafa rígida 1L. A água da Patagônia é potável direto dos rios e cachoeiras dentro do parque — esta é uma das poucas regiões do mundo onde isso ainda é verdade. Não compre garrafa PET.

Eletrônicos. Power bank 20.000 mAh (refúgios têm tomada mas escasso, sem garantia). Headlamp Petzl Actik Core ou Black Diamond Spot 400. Câmera ou celular com bateria reserva.

Primeiros socorros. Esparadrapo (Compeed pra bolhas), ibuprofeno, anti-inflamatório, filtro solar FPS 50+, manteiga de cacau pra lábios (sol + vento racha lábio em 6 horas).

Comida. Lanches energéticos pra trilha (barras Clif, snickers, frutas secas, queijo). Os refúgios servem três refeições mas você precisa de calorias intermediárias. Estimativa: 600 kcal/dia em snack além das refeições.


Quando ir (mês a mês)

A janela do W é outubro a meados de março. Cada mês tem nuance.

Outubro. Primavera austral. Refúgios abrem dia 1. Algumas trilhas ainda têm neve nos miradouros altos (Británico pode estar fechado primeira metade). Vento moderado (média 40-60 km/h). 30% menos gente que dezembro. Recomendo se você quer paisagem com primavera e tolera incerteza.

Novembro. Excelente. Trilhas todas abertas. Vento estável (50-70 km/h). Temperatura: 5-15°C. Filhotes de guanaco nascem (vista em Laguna Amarga). Reservas ainda possíveis com 4 meses de antecedência. Minha recomendação top.

Dezembro. Alta temporada começa. Reservas precisam ter sido feitas em julho. Refúgios cheios. Vento médio 60-100 km/h. Temperatura 10-18°C. Bonito mas caro e cheio.

Janeiro. Pico absoluto. Vento mais forte do ano (rajadas 130 km/h). Refúgios saturados. Limites diários do parque (250 entradas no W) ficam saturados às 9h. Preço dispara. Evite.

Fevereiro. Igual janeiro, levemente melhor (menos vento que janeiro, ainda lotado). Preços altos.

Março. A virada. Outono austral começa segunda quinzena — lengas começam a virar laranja. Menos gente (40% menos que fevereiro). Vento moderado. Temperatura 5-15°C. Segunda melhor opção depois de novembro.

Abril. Refúgios começam a fechar dia 15. Você pode fazer começo de abril mas com risco de tempo virar e fechar trilhas.

Maio a setembro. Trilha fechada oficialmente. Acesso só com guia certificado em modo invernal — fora do escopo desta guia.

Receba uma viagem por semana.

Newsletter editorial Voyspark — long-forms, dicas e descobertas que não cabem no Instagram. 1x por semana, sem ads.

Sem spam. Cancela em 1 clique.

Reservas em 2026 (sistema CONAF + concessionários)

O W tem duas categorias de hospedagem:

Refúgios CONAF (estatais). Paine Grande, Grey, Italiano (camping only), Cuernos, Chileno, Torres Central. Operados por duas concessionárias: Fantástico Sur (Cuernos, Chileno, Torres Central, Las Torres) e Vértice Patagonia (Paine Grande, Grey, Dickson, Los Perros).

Reservas abrem em julho de 2026 pra temporada outubro 2026 - março 2027. Funciona online via:

  • vertice.travel (Vértice)
  • fantasticosur.com (Fantástico Sur)

Reserve no minuto que abre. Datas de dezembro a fevereiro esgotam em 2-4 semanas. Novembro e março: 2 meses de margem.

Custo refúgio com pensão completa: US$ 120-180 por noite por pessoa (café da manhã + lunch box + jantar).

EcoCamp Patagonia. Os famosos domes geodésicos no setor Las Torres. Operados por Cascada Expediciones. Não fazem parte do W tradicional (estão fora da trilha) mas oferecem pacotes "W in EcoCamp" onde você dorme no EcoCamp e faz day-trips. Custo: US$ 2.800-4.500 por 5 dias todo incluso. Caro mas devolve 31% pra comunidade local de Puerto Natales.

Hotel Las Torres. Hotel completo no setor leste do parque. US$ 450-680/noite. Geralmente combinado com pacote organizado.

Pacotes organizados (Cascada Expediciones, Chile Nativo, Quasar Expeditions) custam US$ 2.500-4.500 por 5 dias com pensão completa, guia bilíngue, transporte e logística resolvida. Vale se você não quer reservar refúgio individual ou se viaja em grupo de 3+.


Custo total (5 dias, 4 noites, refúgios pensão completa)

Opção 1 — Reserva individual via refúgios (faça você):

  • Ônibus Puerto Natales-parque ida-volta: US$ 44
  • Catamarã Pudeto-Paine Grande: US$ 38
  • Entrada no parque (3 dias, internacional): US$ 49
  • Refúgio Paine Grande (1 noite, pensão completa): US$ 145
  • Refúgio Cuernos (1 noite, pensão completa): US$ 155
  • Refúgio Chileno (2 noites, pensão completa): US$ 310
  • Refúgio Torres Central (1 noite, opcional dia 5): US$ 130
  • Lunch boxes extras: US$ 60
  • Total trilha: US$ 931
  • Hotel Puerto Natales pré + pós (2 noites): US$ 180
  • Equipamento se alugar (não recomendo, mas possível em Puerto Natales): US$ 350
  • Total estimado: US$ 1.800-2.100 sem equipamento próprio.

Opção 2 — Pacote organizado (Cascada, Chile Nativo):

  • 5 dias, 4 noites, refúgios, guia bilíngue, pensão completa, transporte: US$ 2.500-3.500
  • Equipamento próprio (não alugue de pacote, qualidade ruim).

Opção 3 — EcoCamp Patagonia (luxo):

  • 5 noites, dome geodésico, todas refeições, guia, transporte: US$ 3.200-4.500
  • Esta é a versão "trilha sem mochila grande".

Voo internacional GRU → Punta Arenas (via Santiago): US$ 1.200-1.800 em outubro/março, US$ 1.800-2.500 em dezembro/janeiro.

Total da viagem do Brasil incluindo voo, com opção 1: US$ 3.000-3.900 por pessoa. Com pacote: US$ 3.700-5.300.


Preparação física (3 meses antes)

O W não é técnico. Não tem escalada, corda, gelo. Mas exige condicionamento de carga: você caminha 5-9 horas por dia, 5 dias seguidos, com mochila de 8-15 kg, em terreno irregular e vento.

Plano mínimo de 12 semanas:

  • Semanas 1-4: caminhada 5 km, 3x/semana, terreno plano.
  • Semanas 5-8: caminhada 8-10 km com mochila de 5 kg, 3x/semana, incluindo subida.
  • Semanas 9-12: caminhada 12-15 km com mochila de 8-10 kg, 2x/semana + 1 saída longa (20 km) com peso real no fim de semana.

Inclua subida de escada (se não tiver morro) — o vale Francês e o Las Torres têm 600 m de altimetria positiva cada.

Se você nunca caminhou 20 km num dia com peso, faça pelo menos duas vezes antes da viagem. A primeira W com pés despreparados é tortura.


A coisa difícil: o que pode dar errado

Bolhas. A causa #1 de gente desistindo no dia 2. Solução: bota usada (não nova), meias de lã (não algodão), troca de meia ao meio-dia, Compeed pré-aplicado em pontos de risco (calcanhar, lateral do dedão).

Vento extremo. O dia que o vento passa de 100 km/h, o trekking vira sofrimento. Manter ritmo lento, peso baixo no centro da mochila, óculos sempre. Algumas pontes suspensas fecham quando o vento ultrapassa 80 km/h.

Hipotermia leve. Acontece com gente que sua na subida, tira casaco, esfria parada. Regra: não fique parado mais de 10 minutos sem por casaco extra de volta.

Cansaço acumulado. O dia 3 é onde a maioria quebra. Cuide do dia 2 (não exagere, durma cedo). Coma mais do que acha necessário. Hidrate.

Nuvem nas torres. Estatística real: em 100 dias de temporada, 35-40 manhãs têm vista clara. O resto vai de neblina parcial a nuvem total. Aceite isso antes de ir. Se a vista falhar, o W ainda valeu pelos outros 4 dias.

Lesão. Joelho é o mais comum (descida do dia 5 destrói joelho mal preparado). Bastões de trekking reduzem 30% da carga. Fortaleça quadríceps antes (agachamento, escada).


O que ninguém te avisa

O W não é solidão. Você vai cruzar 80-200 pessoas por dia na trilha em temporada. Aceite isso. A magia não tá em estar sozinho — tá em estar num lugar que ainda não foi resolvido pela engenharia humana.

A comida nos refúgios é decente, não memorável. Carbo + proteína + verdura. Não vá esperando jantar gourmet. Café da manhã: ovos, pão, queijo, geleia, café. Almoço (lunch box): sanduíche, fruta, barra, suco. Jantar: sopa, prato principal (frango, salmão ou massa), sobremesa.

Os banheiros dos refúgios são banheiros — não são glamping. Chuveiro quente existe, com horário (geralmente 18h-22h).

O wi-fi é fraco a inexistente. Combine com casa que você só vai aparecer no WhatsApp no quinto dia. Pra muita gente, isso é o melhor da viagem.

O W muda você se for sua primeira longa trilha. Não no sentido de iluminação — no sentido prático de descobrir que seu corpo aguenta mais do que você imaginava e que silêncio de 5 dias é uma droga forte.


Gostou? Salve ou compartilhe.

Pontos-chave

O W é 71-78 km totais (depende da variante), 5 dias e 4 noites, com altimetria acumulada de 4.200 m positivos.

Reservas em refúgios CONAF (Paine Grande, Cuernos, Chileno, Torres Central) abrem em julho do ano anterior e esgotam em semanas para dezembro-fevereiro.

Bota de trekking de cano médio com sola Vibram (Salomon X-Ultra 4 Mid GTX ou La Sportiva Ultra Raptor) e mochila 50L com sistema de carga ajustável são não negociáveis.

Conversa

Faça login pra deixar seu insight

Conversa séria, sem trolls. Comentários moderados, vínculo ao seu perfil Voyspark.

Entrar pra comentar

Carregando…

Sobre o autor

Curadoria Voyspark

2 anos no editorial Voyspark

Time editorial da Voyspark — escritores, repórteres, fotógrafos e fixers em Lisboa, Tóquio, Nova York, Cidade do México e Marrakech. Coletivo. Sem voz corporativa. Cada peça com checagem cruzada por um editor regional e um chef ou curador local.

Especialidades

slow-travelfoodiesustentabilidadecultureworkationfamily

Continue a leitura

Sustentabilidade · 13 min

Veneza, Barcelona, Amsterdam: as 3 cidades que estão te expulsando em 2026 (e o que fazer)

Em maio de 2026, três das cidades mais desejadas do mundo passaram da fase de reclamar pra fase de cobrar. Veneza multa quem entra sem pagar. Barcelona aprovou o fim total de aluguel turístico até 2028. Amsterdam diz pra você ficar em casa em campanha oficial. Esse texto destrincha exatamente o que mudou em cada uma, qual é a multa de verdade, e te entrega os dupes inteligentes que ainda não viraram fila — porque o turista bom em 2026 é o que sabe que o local importa mais que a foto.

Sustentabilidade · 13 min

Sober travel: viajar sem álcool sem virar o esquisito da mesa (e os hotéis que entenderam isso)

77% da Gen Z bebe menos do que a geração anterior na mesma idade. O dado é da Gallup e veio acompanhado por um movimento silencioso na hotelaria: programas NA sérios em Auberge, Six Senses, Rosewood, 1 Hotels, Aman. Mais bares zero-proof em Tokyo, Lisboa, Nova York e Londres. Pacotes especializados de sober travel. Este é o mapa prático de como viajar sem álcool em 2026 sem perder nem comida nem cidade nem mesa.

Sustentabilidade · 14 min

Bonito (MS) sem furada: por que metade dos passeios não vale o preço

Bonito é caro de propósito. O Sistema de Voucher Único trava preço por atrativo e limita visitantes — protege o ecossistema e te impede de negociar. O que ninguém te conta é que metade dos passeios não compensa o ingresso. Aqui o ranking honesto entre Rio da Prata, Sucuri, Nascente Azul e companhia, com o que vale a pena, o que vale só uma vez na vida, e o que dá pra pular sem culpa.

Voyspark AI