Santorini deixou de ser destino e virou cenário. A ilha tem 17 mil habitantes permanentes e recebe 2 milhões de visitantes por ano, a maioria espremida entre julho e agosto. O governo grego criou em 2025 uma tarifa de €20 para passageiros de cruzeiro só para tentar conter o caos. Em Oia, 500 pessoas brigam por espaço numa rua estreita só para fotografar o pôr do sol que aparece em todo perfil de Instagram desde 2013. Hotel decente em alta sai €350-1.200 a diária. A pergunta honesta: vale? Para 90% dos brasileiros, não. Existem quatro ilhas gregas — Milos, Folegandros, Naxos e Paros — que entregam praia melhor, comida mais séria e charme mais autêntico por um terço do preço. Esse texto compara lado a lado e mostra o roteiro real de 10 dias na Grécia sem pisar em Santorini.
14 min de leitura
Em 1956 um terremoto de magnitude 7,5 destruiu metade dos vilarejos de Santorini e empurrou parte da população para Atenas. A ilha ficou semi-abandonada por duas décadas. Nos anos 1980 alguns hoteleiros visionários compraram casas em ruína no penhasco de Oia por preço de feira e transformaram em pousadas brancas com piscina virada para a caldera vulcânica. Funcionou. Em 2010 Santorini era destino querido de lua de mel. Em 2015, com a explosão do Instagram, virou cenário global. Em 2025, virou problema diplomático.
A ilha tem 76 km² e 17 mil habitantes permanentes. Em alta temporada recebe 17 mil turistas por dia desembarcando em cruzeiros, somados a 30-40 mil hospedados em hotéis. A densidade chega a 800 pessoas por km², mais que o centro de São Paulo. Não cabe.
A pergunta que importa não é se Santorini é bonita. É. A pergunta é: vale o que cobra, vale o que entrega, vale o tempo do seu roteiro? Para a maioria absoluta dos brasileiros que vai à Grécia uma vez na vida, a resposta honesta é não. Esse texto explica por quê, e mostra quatro ilhas que fazem o mesmo trabalho com mais alma e um terço do preço.
Os números reais de Santorini em 2026
Comecemos pelo que ninguém diz. A ilha tem três portos. O porto velho de Fira recebe tenders de cruzeiros e despeja em média 8.000 a 12.000 passageiros por dia entre maio e outubro. Em dias de pico, sete navios atracam simultaneamente. O telefônico do governo municipal recebe reclamação diária de moradores que não conseguem sair de casa pela manhã.
Em julho de 2025 entrou em vigor a tarifa de turismo de cruzeiro: €20 por passageiro desembarcando em Santorini, €4 nas ilhas menores. O valor entra direto no caixa municipal para tentar custear infraestrutura. É o reconhecimento oficial de que o modelo quebrou.
Hotel 4★ em Imerovigli ou Firostefani em alta temporada (julho-agosto): €350-650 a diária para casal. Suíte boutique com vista caldera e piscina privativa: €1.200-2.500. O famoso Mystique, Andronis Luxury Suites, Grace Hotel: a partir de €1.800. Para comparação, no mesmo padrão em Milos você paga €150-280.
Refeição em restaurante turístico com vista mar em Oia: €80-130 por casal sem álcool, €130-200 com vinho. O mesmo restaurante em Naxos cidade: €40-65. Cobertura por bandeja de praia em Kamari ou Perissa: €25-60 por dia. Em Milos: €0-15 (a maioria das praias é livre).
Aluguel de carro econômico: €60-90 a diária em alta. Quad ATV: €40-70. Atenção: a ilha tem ruas estreitíssimas e estacionamento é guerra civil. Quem fica em Oia ou Fira não precisa de carro — anda a pé. Quem fica em Imerovigli, Kamari ou Akrotiri precisa.
O ritual do pôr do sol em Oia: a verdade
Esse é o ponto. Toda foto de Santorini que você já viu — a igreja azul com a cúpula, o casal de mãos dadas no penhasco, o castelo de Oia laranja no horizonte — foi tirada num raio de 200 metros, entre 19h e 20h30 de junho a setembro.
A rua principal de Oia tem cerca de 3 metros de largura no trecho do mirante. Em alta, 500 a 800 pessoas se aglomeram ali entre 18h30 e 20h00, brigando por espaço para o pôr do sol às 20h15. Quem quer foto sem cabeça alheia precisa chegar 2 horas antes. Quem tem mobilidade reduzida desista. Quem ia jantar romântico ao por do sol descubra que toda mesa com vista foi reservada com 90 dias de antecedência por €180-280 a diária mínima.
O resultado prático: o casal voa 14h do Brasil, gasta €450 a diária num hotel, sobe 200 degraus carregando malas, chega ofegante no famoso mirante e descobre que está dividindo o momento com um grupo de chineses com selfie sticks, um italiano filmando reel, e uma fila para fotografar o sino azul-cobalto. A foto do Instagram fica linda. O momento, não.
E o pior: o pôr do sol em Oia, do ponto de vista astronômico, é igual ao pôr do sol em qualquer ilha das Cyclades. O mar é o mesmo, o sol é o mesmo. O que faz Oia ser Oia são as casas brancas com cúpulas azuis no penhasco. E essas casas existem em Folegandros, em Mykonos, em Sifnos, em Astypalaia, em mais 15 ilhas que ninguém disputa.
O que realmente vale em Santorini (caso você insista)
Quatro coisas em Santorini sobrevivem ao filtro do honesto:
1. Akrotiri. Sítio arqueológico minoico do século XVII a.C., soterrado por erupção vulcânica que pode ter inspirado a lenda da Atlântida. Pompeia grega antes de Pompeia. Bem preservado, frescos originais, casas de 4 andares intactas. Ingresso €12. Vai cedo, 8h da manhã, antes dos cruzeiros descarregarem.
2. Caldera ao amanhecer. A vista da caldera é única no mundo. O sol nascendo do lado leste, iluminando o penhasco branco. Acorde 5h30 da manhã, sente no mirante de Oia ou Imerovigli, esteja sozinho. Esse é o momento que faz Santorini valer — e é exatamente o que ninguém faz porque está com ressaca do jantar caro da noite anterior.
3. Therasia. A ilha vizinha, do outro lado da caldera. 270 moradores, dois restaurantes, um hotel. Ferry de 30 minutos saindo do porto Ammoudi. Você consegue a vista da caldera sem multidão alguma. É como Santorini era em 1985.
4. Vinho Assyrtiko. A uva nativa, cultivada em pequenos cestos no chão por causa do vento, produz um branco mineral salgado único. Visite Santo Wines (caro mas turístico), Domaine Sigalas (sério) ou Venetsanos (vista da caldera). Degustação €25-45.
Se você for, vá fora de pico: maio inteiro, primeira quinzena de junho, ou outubro. Multidão cai 60%, preço cai 40%, clima é igualmente bom.
Por que NÃO vale ir a Santorini em 2026
Três motivos honestos:
Preços absurdos. Cobram preço de Capri sem entregar a infraestrutura de Capri. O hotel de €600 a diária em Santorini tem o mesmo nível de serviço e mesmo café da manhã que o hotel de €200 em Naxos. A diferença é a vista da caldera, que dura 30 minutos por dia.
Overcrowd insuportável jul-ago. Você não consegue caminhar em Oia entre 17h e 21h. Não consegue jantar sem reserva. Não consegue tirar foto sem 30 pessoas atrás. O ritmo é de Times Square, não de ilha grega.
A "tax do Instagram". Tudo em Santorini gira em torno de produzir foto. Restaurantes são desenhados para foto, hotéis para foto, igrejas para foto. Comida fica em segundo plano, hospitalidade fica em segundo plano. Você está num cenário, não numa ilha.
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As quatro alternativas reais
Milos — para quem quer praia que parece outro planeta
Ilha vulcânica do sudoeste das Cyclades. Cerca de 5.000 habitantes. Praia Sarakiniko: formação rochosa branca pura, parece superfície lunar, mar turquesa. Praia Kleftiko: penhascos brancos no mar, acessível só por barco. Vinte e cinco praias diferentes na ilha, a maioria gratuita e quase vazia mesmo em alta.
Voo Atenas-Milos (MLO): 35 minutos com Olympic Air, €70-130 só ida em alta. Ferry de Pireus (Atenas): 3-5h dependendo da embarcação (€45-75 SeaJets, €30 ferry lento). Hotel 3-4★: €80-250 a diária, €120-180 a média. Refeição séria: €30-50 por casal. Aluguel quad: €25-40 a diária.
O que faz: praia, comida fresca (Milos tem pesca artesanal séria), vinho local Kostantakis, vila de pescadores em Klima com casas sirmata pintadas. Pôr do sol em Pollonia ou Sarakiniko sem disputa.
O que não faz: vida noturna intensa (existe pouco bar), arquitetura cubista famosa (tem, mas em escala menor que Santorini), conexão com Atenas em qualquer horário (voos limitados).
Folegandros — para quem quer Oia sem o circo
Ilha pequena (32 km², 800 habitantes), entre Milos e Santorini. Tem uma única cidade no topo de um penhasco de 200 metros de altura — Chora — que rivaliza com Oia em beleza arquitetônica e a supera em autenticidade. Casas brancas, ruelas de pedra, três praças em sequência com tavernas familiares.
Acesso: só ferry. De Pireus: 4-6h (€45-80). De Milos: 1h30 (€30). De Santorini: 45min-1h (€25). Hotel boutique: €100-300 a diária. Tem 6 hotéis 4★ na ilha, todos pequenos. Refeição: €25-45 por casal. Carro: não precisa, é tudo a pé ou ônibus local €1,80.
O que faz: contemplação, fotografia honesta, jantar familiar em taverna, caminhada do Chora à Igreja Panagia (vista absurda), praia Katergo (acessível só caminhando ou de barco).
O que não faz: vida agitada, opções múltiplas de restaurante de luxo, praia urbana com infraestrutura.
Naxos — para quem quer a ilha grega completa
A maior das Cyclades (430 km², 20.000 habitantes). Tem tudo: praias longas de areia branca (Plaka, Agios Prokopios, Mikri Vigla — três das melhores da Grécia), vilas de montanha medievais (Apiranthos, Halki, Filoti), gastronomia tradicional séria (queijos arseniko e graviera, batata de Naxos protegida por origem, licor de cidra kitron), e o Portara — pórtico de mármore do templo de Apolo do século VI a.C. na entrada do porto.
Voo Atenas-Naxos (JNX): 35 minutos, €60-110. Ferry de Pireus: 3h30-5h30 (€40-75). Hotel 3-4★: €70-200, média €110. Apartamento Airbnb 2 quartos: €70-130. Refeição: €25-45. Carro alugado faz sentido (€30-50 a diária), ilha é grande.
O que faz: balance perfeito de praia, cultura, comida e relax. É a ilha onde brasileiro chega e pensa "essa é a Grécia que eu imaginava".
O que não faz: charme cubista das ilhas pequenas, exclusividade boutique.
Paros — para quem quer infraestrutura sem perder alma
Vizinha de Naxos, menor (196 km², 14.000 habitantes), mais desenvolvida turisticamente mas ainda autêntica. Naoussa: vila de pescadores virou destino chique, com restaurantes sérios, lojas de design, vida noturna controlada. Parikia: capital com porto, igreja bizantina Panagia Ekatontapiliani do século IV. Praias Kolymbithres (rochas escultóricas) e Santa Maria (areia branca).
Voo Atenas-Paros (PAS): 40 minutos, €70-130. Ferry de Pireus: 2h30-4h30 (€40-70). Hotel 4★: €90-280, média €150. Refeição: €30-55. Aluguel carro: €30-45.
O que faz: vida diurna e noturna em equilíbrio, base perfeita para visitar Antiparos (ilha vizinha menor e mais selvagem) em day trip, restaurantes de chef sem preço absurdo.
O que não faz: isolamento (Paros é movimentada em alta), preços de Milos (é o mais caro dos quatro).
Tabela direta: Santorini × Milos × Folegandros × Naxos × Paros
Valores médios em alta temporada (julho-agosto), maio de 2026, casal padrão médio:
| Item | Santorini | Milos | Folegandros | Naxos | Paros |
|---|---|---|---|---|---|
| Hotel 4★ diária | €350-650 | €120-220 | €130-280 | €100-180 | €130-260 |
| Suíte boutique top | €1.200-2.500 | €280-450 | €280-500 | €220-380 | €280-520 |
| Refeição com vinho | €80-130 | €35-55 | €30-50 | €30-50 | €35-60 |
| Café espresso | €4-6 | €2,50 | €2,50 | €2,50 | €3 |
| Cerveja local 500 ml | €5-7 | €3,50 | €3,50 | €3,50 | €4 |
| Aluguel carro/dia | €60-90 | €30-45 | não precisa | €30-50 | €30-45 |
| Praia paga (cadeira/dia) | €25-60 | €0-15 | €0-10 | €5-15 | €10-25 |
| Multidão jul-ago (1-10) | 10 | 4 | 3 | 6 | 7 |
| Charme arquitetônico (1-10) | 9 | 7 | 9 | 7 | 8 |
| Praia (1-10) | 5 | 10 | 6 | 9 | 8 |
| Comida séria (1-10) | 6 | 8 | 7 | 9 | 8 |
| Custo casal 3 dias (terra) | €1.800-3.500 | €600-1.000 | €650-1.100 | €550-900 | €700-1.200 |
Leitura honesta: Santorini só ganha em "charme arquitetônico", e por margem pequena. Em todo o resto, perde feio.
Como chegar nas Cyclades sem Santorini
Voo internacional para Atenas (ATH) com Aegean, Air France, KLM ou Turkish Airlines. Brasil-Atenas custa R$ 4.500-6.800 ida e volta em maio de 2026, comprando 60-90 dias antes. Não existe voo direto Brasil-Atenas, conexão padrão é Roma, Paris, Frankfurt ou Istambul.
De Atenas para as ilhas, duas opções:
Voo doméstico Aegean ou Olympic Air. Para Milos, Naxos e Paros existem voos de 35-40 minutos saindo do aeroporto Eleftherios Venizelos (ATH). Tarifa €60-130 só ida em alta. Para Folegandros não tem voo, só ferry.
Ferry do porto de Pireus (Atenas). Companhias principais: Blue Star Ferries (lento, confortável, €30-50), SeaJets (rápido, €55-90), Hellenic Seaways (intermediário). Pireus fica a 40min de metrô do centro de Atenas (linha 1 verde). Compre passagem com 2-4 semanas de antecedência em alta. Site oficial: ferryhopper.com ou direct-ferries.com.
As ilhas se conectam entre si por ferry curto. Milos-Folegandros: 1h30. Folegandros-Naxos: 2h. Naxos-Paros: 30 min. Isso permite roteiro inter-ilhas sem voltar a Atenas.
Roteiro 10 dias na Grécia sem Santorini
Dia 1-2 — Atenas. Acrópole de manhã (chegue 8h, abre 8h30, pegue ingresso combinado de €30 com Ágora + Templo de Zeus), Plaka à tarde, jantar em Psyri ou Koukaki. Dia 2: Museu da Acrópole pela manhã (€15), tarde livre em Anafiotika (bairro cycladic dentro de Atenas, fica abaixo da Acrópole — bônus: você já vê arquitetura branca cubista sem sair da capital), pôr do sol em Lycabettus.
Dia 3-5 — Milos. Voo da manhã ATH-MLO (€80-110, 35min). Tarde de chegada: Sarakiniko ao pôr do sol. Dia 4: barco rotineiro de Kleftiko (€50-70 por pessoa, 6h de passeio com paradas em cavernas). Dia 5: vila de pescadores Klima ao amanhecer, praia Firiplaka à tarde, jantar em Pollonia.
Dia 6-7 — Folegandros. Ferry Milos-Folegandros (1h30, €30 SeaJets). Tarde de chegada: caminhada pelo Chora, jantar em Pounta. Dia 7: caminhada do Chora à igreja Panagia ao amanhecer (vista absurda, vai cedo, 6h30), tarde na praia Katergo ou Agali, pôr do sol em Chora sem multidão.
Dia 8-10 — Naxos. Ferry Folegandros-Naxos (2h, €35). Dia 8: Chora de Naxos, Portara ao pôr do sol, jantar em Old Market. Dia 9: dia de praia em Plaka ou Agios Prokopios, almoço pé na areia. Dia 10: passeio pelas vilas de montanha — Halki (degustação de kitron na destilaria Vallindras), Apiranthos (vila de mármore), Filoti (almoço tradicional). Voo Naxos-Atenas no final da tarde, conexão internacional à noite.
Custo casal padrão médio nesse roteiro, fora voo internacional: €2.200-2.900 (hotel + comida + ferries + voos domésticos + passeios + carro 2 dias em Naxos).
Quem deve ir a Santorini, sim
Sendo honesto, existe quem deve ir:
Lua de mel única na vida. Casal que se casa uma vez, viaja uma vez para a Europa, quer a foto definitiva com a caldera. Vale o investimento emocional. Reserve hotel boutique com 6 meses de antecedência, vá fora de pico (segunda quinzena de maio ou primeira de outubro), aceite o preço como custo simbólico do momento.
Cruzeiro com escala curta. Quem está em cruzeiro pelo Mediterrâneo e tem 8 horas em Santorini: vale fazer Akrotiri pela manhã, almoço em Pyrgos, vinícola à tarde. Não pague por hotel.
Quem está num roteiro longo de Grécia (15+ dias). Aí dá para incluir 2 noites de Santorini como contraste, sem deixar de visitar Milos, Naxos ou Paros. Mas fica como cereja, não como base.
Quem tem orçamento absurdo e está blindado de comparar. Se a sua diária de hotel já é €1.500 em qualquer destino, vai a Santorini e pronto. Você não está comparando preço, está comprando exclusividade.
Para todo o resto — que é a maioria absoluta dos brasileiros que vai à Grécia uma vez na vida — Santorini é distração cara. A Grécia real está nas outras 226 ilhas habitadas. Comece por Milos.
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Pontos-chave
Santorini tem 17 mil moradores permanentes e recebe cerca de 2 milhões de turistas por ano. Em julho e agosto, a densidade fica equivalente a Manhattan em horário comercial — só que numa ilha vulcânica sem capacidade de carga real.
Desde julho de 2025 existe tarifa de €20 por passageiro de cruzeiro que desembarca em Santorini, criada para conter o overtourism. Não resolve, mas é o tamanho do problema admitido pelo próprio governo grego.
Hotel decente em alta temporada custa €350-1.200 a diária. Suíte com piscina infinita virada para a caldera passa de €2.500. Em Milos, o mesmo padrão de 4★ fica em €120-220.
Perguntas frequentes
17 mil moradores permanentes, cerca de 2 milhões de turistas/ano. Em alta, recebe 17 mil turistas/dia desembarcando em cruzeiros + 30-40 mil hospedados em hotéis. Densidade: 800 pessoas/km², mais que o centro de São Paulo. Não cabe.
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Sobre o autor
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