Visto pra Tailândia em 2026 — o guia honesto pra brasileiro (isenção de 60 dias, TDAC, e-Visa e DTV) — imagem de capa

Visto pra Tailândia em 2026 — o guia honesto pra brasileiro (isenção de 60 dias, TDAC, e-Visa e DTV)

Brasileiro entra na Tailândia sem visto pra turismo e ganhou 60 dias em 2024 — quase o dobro do que era. Este guia separa o que mudou do que é boato: como funciona a isenção ampliada, a extensão de +30 dias na imigração, o novo TDAC que substituiu o cartão de papel, quem precisa de e-Visa e como não cair nos golpes que rondam Suvarnabhumi.

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Curadoria VoysparkporCuradoria Voyspark 03 de junho de 2026 18 min Atualizado em 13 de julho de 2026

Brasileiro não precisa de visto pra turismo na Tailândia e desde julho de 2024 pode ficar até 60 dias por entrada, contra os 30 antigos. Na imigração local dá pra esticar mais 30. O cartão de papel TM6 morreu: agora todo viajante preenche o TDAC, o Thailand Digital Arrival Card, online e de graça, dentro de 72 horas antes de pousar. Este guia mostra quem está isento, como preencher o TDAC sem cair em golpe, quando você precisa de e-Visa ou do novo visto DTV pra nômades, e os erros que travam brasileiro na fila da imigração de Bangkok.

18 min de leitura

Vamos direto ao ponto, porque é a primeira dúvida de todo brasileiro montando a viagem: você não precisa de visto pra fazer turismo na Tailândia. Entra com o passaporte, mostra a passagem de saída, e pronto. E desde 2024 você pode ficar bem mais tempo do que antigamente.

A mudança é recente e importante. Até meados de 2024, a isenção de visto pra turista era de 30 dias. Em 15 de julho de 2024, o governo tailandês ampliou a lista de países isentos e dobrou o prazo: agora são 60 dias por entrada pra cidadãos de mais de 90 países, o Brasil entre eles. Foi parte de um pacote pra reaquecer o turismo, que é uma das maiores fontes de renda do país.

Na prática, isso muda o jogo. Sessenta dias dão fôlego pra fazer Bangkok, o norte (Chiang Mai, Pai), as ilhas do sul (Phuket, Krabi, Koh Samui, Koh Phangan) e ainda sobrar tempo. E se 60 não bastar, você ainda pode esticar mais 30 dentro do país, num escritório de imigração. Voltaremos a isso.

Mas tem letra miúda, e é nela que o brasileiro tropeça em 2026. O antigo cartão de desembarque de papel, o TM6, foi aposentado. No lugar entrou o TDAC — um cadastro digital obrigatório que você preenche pela internet antes de pousar. Quem não faz, trava na chegada. E como toda novidade burocrática, virou ímã de golpe: dezenas de sites falsos cobrando por algo que é gratuito.

Este guia cobre o caminho real: como funciona a isenção ampliada, como preencher o TDAC sem pagar golpista, quando você precisa de e-Visa ou do novo DTV, o que a imigração de Suvarnabhumi realmente checa, e os erros que custam tempo (ou o embarque).


A isenção de 60 dias: o que mudou e o que ela cobre

A regra atual, em vigor desde julho de 2024, é simples de enunciar: brasileiro com passaporte válido entra na Tailândia sem visto, pra turismo, e pode ficar até 60 dias por entrada. Não precisa tirar nada antes, não precisa pagar taxa de visto, não precisa ir a consulado.

O que essa isenção cobre:

  • Turismo — passear, conhecer templos, praias, ilhas, mercados, o que for.
  • Visita a parentes e amigos.
  • Negócios curtos sem remuneração — reuniões, conferências, visitar fornecedor, feira. (Trabalho pago, não.)
  • Trânsitoconexão na Tailândia a caminho de outro destino.

Os 60 dias são contados por entrada, não por ano. Você entra, o oficial carimba até 60 dias de permanência. Saiu, entrou de novo, conta zera. Mas — e aqui é o aviso sério — usar a isenção pra ficar entrando e saindo de forma que pareça residência disfarçada é exatamente o que faz a imigração tailandesa desconfiar. O país endureceu nos últimos anos contra "border runs" abusivos. Entrar a turismo várias vezes seguidas, sem voos de turismo de verdade, levanta bandeira vermelha e pode resultar em recusa de entrada na hora.

Um ponto que confunde: a isenção de 60 dias é a regra de meados de 2024 em diante, e foi reconfirmada como política vigente. Há quem ainda lembre dos 30 dias antigos ou de promoções temporárias. A referência que vale é sempre o site oficial da imigração e do turismo tailandês — links no fim. Antes de comprar passagem pra uma estada longa, confirme o prazo vigente, porque a Tailândia já mexeu nisso mais de uma vez e pode mexer de novo.


A extensão de +30 dias: como esticar dentro do país

Sessenta dias é muita coisa, mas pra quem quer um inverno inteiro no sul ou um mergulho fundo no norte, dá pra estender.

Quem entrou pela isenção pode ir a um escritório de imigração dentro da Tailândia e pedir uma extensão de 30 dias. A taxa padrão é de 1.900 baht (algo em torno de R$ 290 a R$ 330 na cotação de 2026, mas confirme — o câmbio do baht balança). Com a extensão, o total chega a 90 dias sem você nunca ter tirado visto formal.

Como funciona, na prática:

  1. Vá a um escritório de imigração (o principal de Bangkok fica em Chaeng Watthana; há postos em Phuket, Chiang Mai, Pattaya e outras cidades turísticas).
  2. Leve passaporte, o comprovante do TDAC/carimbo de entrada, foto recente padrão (algumas unidades tiram na hora), e o formulário TM7 (extensão de permanência).
  3. Pague os 1.900 baht em dinheiro.
  4. Receba o novo carimbo com a data estendida.

Faça isso antes de vencer os 60 dias — não deixe pro último minuto, porque overstay tem multa diária e mancha o seu histórico. Vá com alguns dias de folga.

Atenção: extensão de 30 dias pra turista é o padrão. Não confunda com a renovação de vistos de longa permanência, que tem outras regras. Pra turista isento, o caminho é simples: um pedido, uma taxa, 30 dias a mais.


TDAC: o cartão digital que substituiu o TM6 (e é obrigatório)

Aqui está a maior novidade pra quem viajou à Tailândia antes e vai voltar. O velho TM6, aquele cartãozinho de papel que você preenchia no avião e entregava na imigração, acabou. Desde 1º de maio de 2025, ele foi substituído pelo TDAC — Thailand Digital Arrival Card.

O TDAC é um cadastro digital obrigatório pra todo estrangeiro que entra na Tailândia, seja por via aérea, terrestre ou marítima. Sem ele, você não passa na imigração. É o equivalente tailandês do Visit Japan Web ou do formulário de chegada digital de outros países.

Como funciona:

  1. Acesse o site oficialtdac.immigration.go.th. É o único endereço verdadeiro. Não use app de terceiro nem link de anúncio.
  2. Preencha dentro de 72 horas antes da chegada. O sistema não aceita cadastro com mais de três dias de antecedência. Faça com calma, mas dentro dessa janela.
  3. Informe os dados — passaporte, voo, endereço onde vai ficar na Tailândia (hotel ou anfitrião), propósito da viagem, países visitados nos últimos dias (controle sanitário).
  4. Receba o comprovante digital — geralmente um QR code ou número de confirmação. Salve no celular e tenha um print/PDF de backup.
  5. Na chegada, apresente o comprovante do TDAC junto com o passaporte.

O TDAC é gratuito. Repito porque é o ponto que mais derruba brasileiro: não se paga nada pelo TDAC no site oficial. Cada membro da família precisa do seu próprio cadastro — não existe TDAC coletivo, embora dê pra preencher vários numa mesma sessão.

Detalhe técnico que gera dúvida: o TDAC não é visto nem garante entrada. É só o registro digital de chegada. Você ainda passa pela inspeção de imigração normalmente. O TDAC só substitui o papel; a checagem do oficial continua igual.

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