Desde 2023 o Vietnã abriu o e-Visa pra praticamente o mundo todo, com estadia de até 90 dias e opção de entrada única ou múltipla. Pra brasileiro, é o caminho. Você preenche online, anexa foto e passaporte, paga com cartão e em poucos dias recebe a autorização por e-mail, sem pisar em consulado. O problema não é o processo. É o golpe. Dezenas de sites intermediários se passam pelo oficial, cobram USD 70 a 150 por algo que o governo vende por USD 25, e alguns somem com seu dinheiro. Este guia mostra o único site verdadeiro, o passo a passo real, a diferença entre entrada única e múltipla, a lista de portos habilitados e os erros que barram você no balcão de imigração.
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O Vietnã passou a década inteira facilitando a vida do turista. Em agosto de 2023, deu o passo mais ousado: abriu o e-Visa pra cidadãos de todos os países e territórios, esticou a estadia de 30 pra até 90 dias e passou a oferecer entrada múltipla. Você preenche um formulário online, anexa foto e passaporte digitalizado, paga com cartão e recebe a autorização por e-mail. Sem consulado, sem fila, sem mandar passaporte pelo correio. Pra brasileiro, funciona bem.
Então por que tanta gente se enrola? Por causa do golpe. Você digita "visto Vietnã online" no Google e os primeiros resultados — pagos, em destaque — são sites de empresas intermediárias com cara de oficial. Estrela amarela, bandeira vermelha, "Vietnam Government Visa". Elas cobram USD 70, 100, às vezes 150 por um e-Visa que o governo vietnamita vende por USD 25. Algumas entregam (atrasado). Outras somem com seu dinheiro e com os dados do seu passaporte.
Este guia tem um objetivo prático: te levar ao site verdadeiro, mostrar o processo real e te tirar das armadilhas. Sem vender consultoria, sem link de afiliado, sem "facilitador". Você faz sozinho em meia hora.
O único site oficial: evisa.gov.vn
Memorize: evisa.gov.vn. Termina em .gov.vn, o domínio do governo vietnamita. É o único lugar onde o e-Visa de turismo é emitido pelo valor oficial. O sistema também responde pelo endereço completo evisa.xuatnhapcanh.gov.vn — "xuat nhap canh" é "imigração" em vietnamita, o nome do Departamento de Imigração que opera o serviço.
O caminho dentro do site pode mudar de layout, mas a raiz nunca muda: gov.vn. Se o domínio não termina em gov.vn, não é o governo.
Como reconhecer um site falso:
- Domínios tipo
vietnam-visa.org,evisa-vietnam.com,vietnamvisa.gov.com,vietnamimmigration.org,vietnam-evisa.net. Nenhum desses é oficial. Cuidado especial com.gov.come.org— parecem oficiais e não são. - Anúncios pagos no topo do Google ("Patrocinado"). O site oficial raramente paga anúncio. Os primeiros resultados costumam ser intermediários.
- Preços inflados: se pediram mais de USD 50 pelo turismo padrão, é intermediário.
- "Taxa de serviço", "processamento urgente", "garantia de aprovação", "suporte 24h" embutidas no preço. O governo cobra a taxa do visto. Ponto.
- Pressa artificial: "aprovação em 30 minutos", "só hoje". e-Visa de verdade leva dias e não tem promoção.
Os intermediários não são todos criminosos — alguns só revendem caro um serviço que você faria de graça. Mas há golpes puros no meio, que ficam com seu dinheiro ou clonam seus dados de passaporte. Pra você, o resultado é o mesmo: pagou caro à toa, ou pior. Vá direto ao evisa.gov.vn.
Você precisa de e-Visa, ou está isento? A primeira pergunta
O Vietnã isenta de visto cidadãos de alguns países por períodos de 15 a 45 dias. A lista inclui boa parte da Europa ocidental, vizinhos do sudeste asiático, Japão e Coreia do Sul. Quem é desses países entra só com o passaporte, sem nenhum papel.
O Brasil não está nessa lista de isenção em 2026. O brasileiro precisa de visto pra entrar no Vietnã — e o caminho natural é o e-Visa. Não adianta ler num fórum gringo que "não precisa de visto pro Vietnã": isso vale pra quem tem passaporte europeu ou asiático isento, não pra você.
A isenção também é mais restrita do que parece. Quem é isento por 45 dias e quer ficar mais tempo precisa, mesmo assim, de um visto. E há regras de intervalo entre entradas em alguns casos. Pro brasileiro, a conversa é simples: você tira o e-Visa.
e-Visa, visa on arrival ou consulado? A diferença que importa
O Vietnã tem três caminhos pra entrada de quem não é isento. Saber qual é o seu evita pagar errado, ser barrado ou perder tempo.
| e-Visa | Visa on Arrival (VOA) | Visto consular (sticker) | |
|---|---|---|---|
| Onde aplica | Online, evisa.gov.vn | Online (carta) + balcão no aeroporto | Embaixada/consulado, presencial ou correio |
| Documento | PDF no e-mail | Carimbo colado no aeroporto | Adesivo colado no passaporte |
| Antes de viajar | Visto pronto no e-mail | Precisa de carta de aprovação tirada antes | Visto pronto no passaporte |
| Prazo | 3 a 5 dias úteis | Carta em 2 a 5 dias úteis | 1 a 3 semanas |
| Onde vale entrar | Aeroportos, terra e mar habilitados | Só por via aérea | Qualquer porto autorizado |
| Custo | USD 25 / 50 (governo) | Carta (intermediário) + taxa de carimbo USD 25/50 no balcão | Mais caro, varia |
| Pra quem | Turista padrão | Caso raro hoje | Estadia longa, trabalho, estudo |
Pra 95% dos turistas brasileiros, e-Visa resolve. É o mais barato, o mais previsível e o único 100% online, pago direto ao governo.
O visa on arrival ainda existe, mas perdeu o sentido pra turista comum. Ele não é "chegar e pedir": você precisa, antes de embarcar, de uma carta de aprovação (approval letter) emitida por uma agência licenciada no Vietnã — quase sempre um intermediário pago. Com a carta, você faz fila no balcão de imigração do aeroporto, entrega foto e formulário, paga a taxa de carimbo (stamping fee, USD 25 pra entrada única, USD 50 pra múltipla) e espera. E o VOA só funciona por via aérea. Comparado ao e-Visa, é mais caro, mais lento no aeroporto e depende de terceiro. Use só se houver um motivo muito específico.
O visto consular é pra quem vai estudar, trabalhar com remuneração, fazer jornalismo, missão diplomática ou ficar muito além dos 90 dias. Pra férias, é desnecessário.
Se você vai pousar em Hanói ou Ho Chi Minh, ver a baía de Ha Long, Hoi An, o delta do Mekong e voltar, é e-Visa. Sem dúvida.

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Curadoria Voyspark
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Time editorial da Voyspark — escritores, repórteres, fotógrafos e fixers em Lisboa, Tóquio, Nova York, Cidade do México e Marrakech. Coletivo. Sem voz corporativa. Cada peça com checagem cruzada por um editor regional e um chef ou curador local.
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