A quota de bagagem do Brasil é de USD 1.000 por via aérea, USD 500 por via terrestre. Quem ultrapassa precisa de preencher a e-DBV e pagar 50% de imposto sobre o que excedeu. Quem não declara e é apanhado paga o mesmo imposto mais 50% de coima por cima. A fiscalização é menor do que parece, mas existe — e é cara. Veja o que conta, o que não conta, e como não ser o azarado do dia.
15 min de leitura
A quota de USD 1.000 existe desde 2014 e nunca foi atualizada. Em 12 anos de inflação do dólar e dos produtos, tornou-se ficção. Um iPhone 16 Pro, um perfume e um par de ténis já ultrapassam tudo. A Receita Federal sabe. Quem viaja sabe. Mesmo assim, a maioria entra no canal verde e reza.
A matemática do "reza e segue" funciona na maior parte das vezes. Mas quando não funciona, o custo é alto. Não é só o imposto de 50% — é apreensão, fila de duas horas, e a coima de mais 50% por cima. Este artigo abre cada número, cada regra, e o que realmente acontece quando o vermelho acende.
A regra é antiga, a fiscalização ficou mais sofisticada, e os casos públicos de 2025 mostraram que ninguém é especial — youtuber, modelo ou executivo, todos pagam igual.
O que é a quota de isenção e quanto vale hoje
TL;DRA quota é o valor de mercadorias que pode trazer do estrangeiro sem pagar imposto ao entrar no Brasil. Existe por pessoa, por viagem, e depende de como entra no país. Via de entrada Quota por pessoa Quota free shop chegada --- --- --- Aérea USD 1.000 USD 1.000 Marítima USD 1.000 USD 1.000 Terrestre USD 500 —.
A quota é o valor de mercadorias que pode trazer do estrangeiro sem pagar imposto ao entrar no Brasil. Existe por pessoa, por viagem, e depende de como entra no país.
| Via de entrada | Quota por pessoa | Quota free shop chegada |
|---|---|---|
| Aérea | USD 1.000 | USD 1.000 |
| Marítima | USD 1.000 | USD 1.000 |
| Terrestre | USD 500 | — |
| Fluvial / lacustre | USD 500 | — |
A quota é pessoal e intransmissível. Um casal não soma para comprar um Rolex de USD 1.800. Cada um tem o seu USD 1.000, e o relógio, se está em nome de uma pessoa, é dessa pessoa. O agente da alfândega não aceita "metade do meu marido".
Quem usa a quota tem de esperar 30 dias entre uma viagem e outra para a reutilizar. Quem viaja todas as semanas em trabalho não tem quota nova a cada ida. É outro detalhe que ninguém lê.
O que conta como bagagem tributável (e o que não conta)
TL;DRAqui está a margem prática. A Receita Federal separa uso pessoal de mercadoria nova. Não entra na quota (uso pessoal): Roupa e calçado que está a usar ou com histórico óbvio de uso (etiqueta arrancada, sinais de uso). Joalharia e relógio que embarcou a usar — tem de provar com foto anterior ou fatura de compra viajante.
Aqui está a margem prática. A Receita Federal separa uso pessoal de mercadoria nova.
Não entra na quota (uso pessoal):
- Roupa e calçado que está a usar ou com histórico óbvio de uso (etiqueta arrancada, sinais de uso).
- Joalharia e relógio que embarcou a usar — tem de provar com foto anterior ou fatura de compra viajante.
- Portátil, tablet, máquina fotográfica, drone, auscultadores que levou — leve a fatura viajante ou faça um Certificado de Saída (DSB) à ida.
- Medicamentos para uso pessoal (com receita, em quantidade compatível).
- Livros, revistas, material impresso.
Entra na quota (tributável):
- Eletrónicos novos na caixa (iPhone, iPad, Apple Watch, MacBook, consola).
- Perfumes, cosméticos, suplementos, vitaminas.
- Malas, carteiras, óculos, relógios novos.
- Roupa e ténis com etiqueta, ainda embalados.
- Brinquedos, presentes, qualquer item "novo".
- Bebidas alcoólicas acima do limite (12 litros, com sublimites quantitativos).
O ponto cego que apanha pessoas: suplementos importados. Vitamina D em frasco grande, whey, creatina, ómega 3 — parece "para mim", mas se vier em quantidade comercial passa a mercadoria. A Receita usa bom senso, mas o bom senso varia conforme o agente.

About the author
Curadoria Voyspark
2 years in the Voyspark editorial team
Time editorial da Voyspark — escritores, repórteres, fotógrafos e fixers em Lisboa, Tóquio, Nova York, Cidade do México e Marrakech. Coletivo. Sem voz corporativa. Cada peça com checagem cruzada por um editor regional e um chef ou curador local.
Expertise




