Visto americano pra brasileiros em 2026 — passo a passo honesto (B1/B2, CASV, entrevista) — imagem de capa

Visto americano pra brasileiros em 2026 — passo a passo honesto (B1/B2, CASV, entrevista)

O que mudou de 2024 pra 2026, taxa atual em R$, fila real em São Paulo/Rio/BH/Recife/POA, e o erro que reprova 30% dos pedidos antes mesmo da entrevista começar.

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Curadoria VoysparkporCuradoria Voyspark 15 de maio de 2026 18 min Atualizado em 13 de julho de 2026

Brasileiro ainda precisa de visto pra entrar nos Estados Unidos — não estamos no Visa Waiver Program. Em 2026, a taxa MRV subiu pra USD 185 (cerca de R$ 1.050) e a fila em São Paulo passou de 8 a 14 meses. Este guia mostra o caminho real: DS-160, CASV, entrevista, documentos, perguntas frequentes do oficial consular, e por que um terço dos pedidos é negado por motivos previsíveis.

18 min de leitura

Brasileiro continua precisando de visto pra entrar nos Estados Unidos em 2026. Ponto final. Não importa o que diz aquele post do Instagram dizendo que mudou — não mudou. O Brasil não está no Visa Waiver Program e nada indica que entrará nos próximos anos.

O que mudou foi o custo (subiu de USD 160 pra USD 185), a fila (piorou em SP, melhorou um pouco em Recife) e a taxa de negativa: chegou perto de 30% pra primeiros pedidos em 2025, segundo dados consolidados do Department of State. Isso significa que quase 1 em cada 3 brasileiros que paga a MRV de R$ 1.050 sai do consulado de mãos vazias.

Este guia é o que a gente gostaria de ter lido antes da primeira entrevista. Sem promessa de "garantir aprovação" — ninguém garante isso, e quem garante está mentindo ou cobrando consultoria cara que não muda nada na decisão do oficial. O que dá pra fazer é entender as regras de verdade, preparar a documentação certa e não cair em erros previsíveis.


Tipos de visto: B1, B2, B1/B2, F1, J1 — qual você precisa

Pra turismo e negócios, basicamente todo brasileiro tira B1/B2, que é o visto combinado. Vale a pena conhecer a diferença:

Visto Pra quê Duração típica
B1 Negócios: reuniões, conferências, visitar fábrica, treinamento curto. Não pode trabalhar pago nos EUA. Até 6 meses por entrada
B2 Turismo, visita a parentes, tratamento médico, casamento, formatura. Até 6 meses por entrada
B1/B2 Combinado (o padrão pra quase todo mundo). Até 6 meses por entrada
F1 Estudante em escola, faculdade ou curso de idioma. Tem SEVIS fee adicional. Duração do curso
J1 Intercâmbio: au pair, work and travel, pesquisa, professor visitante. Tem patrocinador. Varia conforme programa

A maioria dos leitores deste guia precisa de B1/B2. Se for estudante de verdade, você não está lendo este artigo — está lendo o guia específico de F1 com SEVIS e I-20. Se vai trabalhar pago, precisa de H, L, O ou outro visto de trabalho, e isso exige patrocínio de empresa americana (outro guia, outro processo).

Importante: B1/B2 não permite trabalhar nos EUA, mesmo remoto pra empresa brasileira em vários casos cinzentos. A regra prática é: se a renda do trabalho beneficia diretamente uma empresa americana, é trabalho proibido. Se você é freelancer atendendo cliente brasileiro de um Airbnb em Miami por duas semanas, ninguém vai te perseguir, mas oficialmente é zona cinza.


Taxa MRV: USD 185 em 2026 e por que não dá pra reembolsar

A taxa de visto subiu em 2023 de USD 160 pra USD 185 e ficou. Em 2026, pagando hoje, com dólar turismo perto de R$ 5,70, sai R$ 1.050 a R$ 1.080 dependendo do banco e do dia.

Onde pagar:

  • Banco do Brasil (ag./conta ou via internet banking)
  • BTG Pactual (clientes do banco)
  • Caixa Econômica (boleto)
  • Pix (em algumas modalidades novas)

A guia é gerada no site oficial ais.usvisa-info.com depois de criar conta. Atenção: o site é mal feito, lento, cai com frequência, e a sessão expira rápido. Faça em desktop, não em celular. Salve o boleto em PDF imediatamente.

A taxa não é reembolsável. Mesmo se você for negado na entrevista, perde o dinheiro. Se quiser tentar de novo, paga outra MRV. Não tem desconto. Não tem "segunda chance grátis".

E mais: a taxa expira em 1 ano a partir do pagamento. Se você pagou e por algum motivo demorou mais de 12 meses pra fazer a entrevista, taxa nova. Faça as contas antes de pagar.


Etapa 1: DS-160 — o formulário que todo mundo subestima

O DS-160 é o formulário online de aplicação. Está em ceac.state.gov/genniv. Não tem versão em português oficial — está em inglês, embora dê pra colocar respostas em português em alguns campos.

Reserve 1 hora e meia a 2 horas pra preencher na primeira vez. Não é difícil, é tedioso. São aproximadamente 150 perguntas distribuídas em 12 abas, incluindo:

  • Dados pessoais (nome, nascimento, passaporte)
  • Endereço atual e telefone
  • Informações de viagem (datas pretendidas, onde vai ficar)
  • Trabalho atual e dos últimos 5 anos (empresa, salário, função)
  • Educação (todas as escolas e faculdades)
  • Histórico de viagens nos últimos 5 anos
  • Familiares nos EUA (esta parte é crítica — mais abaixo)
  • Perguntas de segurança (terrorismo, drogas, prostituição — responda NÃO em todas se for o caso, mas com honestidade)

Salve o número do application ID logo no início. Se o site cair (vai cair), você precisa dele pra retomar. Salve também o código de barras do PDF final — sem ele, você não consegue entrar no consulado.

A foto: 5x5cm, fundo branco, recente (últimos 6 meses), sem óculos, sem sorriso aberto, orelhas à mostra. Qualquer estúdio fotográfico no Brasil faz "foto pro visto americano" por R$ 30 a R$ 50. Não tente caseiro — o sistema rejeita.

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