Game of Thrones revisitado (2026): Dubrovnik, Sevilha, Islândia — o que ainda vale a pena

Quinze anos depois da estreia, as locações de GoT continuam a atrair turismo — mas Dubrovnik tornou-se um caso de estudo em overtourism, a Islândia sobreviveu melhor do que se previa, e Cáceres está prestes a explodir com House of the Dragon S3. Guia honesto para quem vai em 2026.

por Curadoria Voyspark 15 de maio de 2026 14 min Curadoria Voyspark

King's Landing ainda enche Dubrovnik no verão. A diferença é que agora a cidade cobra €5-10 por day-tripper, restringe a entrada de cruzeiros e tem residentes literalmente a insultar turistas que param para selfies na Escadaria da Vergonha. Sevilha continua a absorver melhor — o Real Alcázar é grande, a Plaza de España é gigante, e a cidade tem 700 mil habitantes para diluir a pressão. A Islândia mostrou que paisagem extrema autorregula multidões: Vatnajökull não se torna selfie spot porque o lugar nos recorda que somos pequenos. House of the Dragon S3, a gravar em Cáceres e Trujillo em 2026, vai repetir o ciclo de King's Landing — só que numa cidade espanhola de 96 mil pessoas. Este guia mapeia as locações que ainda valem a pena, as que já não valem, e como entrar pela porta dos fundos antes do estrangulamento.

14 min de leitura

Há quinze anos Game of Thrones começou a transformar o mapa turístico da Europa e do norte de África. Não foi a primeira série a fazê-lo — Lord of the Rings já o tinha feito com a Nova Zelândia — mas GoT operou numa escala diferente: 10 países, 73 episódios, 8 temporadas, e a maior pegada de set-jetting da história até ao The White Lotus effect aparecer.

Em 2026, com House of the Dragon a entrar na temporada 3 e a HBO a confirmar A Knight of the Seven Kingdoms (estreia janeiro 2026), o ciclo recomeça. As locações principais da série original continuam a receber turistas — algumas, como Dubrovnik, em níveis críticos. Outras, como a Islândia ou Malta, em níveis civilizados. Este guia separa o que ainda vale a pena visitar do que se tornou armadilha.

Se ainda não leu, recomendo o pillar Set-jetting: as 8 séries de 2025-2026 que viraram destino — explica a "regra dos 6 meses" que se aplica aqui também, só que em escala anual: o pico de pressão em Cáceres acontece 6-12 meses depois da estreia de cada temporada.


Dubrovnik (King's Landing) — caso de estudo em overtourism

A capital da Coroa foi filmada quase inteiramente em Dubrovnik, Croácia, da S2 à S8. Pile Gate, Stradun, Lovrijenac (exteriores do Red Keep), Minčeta (House of the Undying na S2), e a famosa Escadaria dos Jesuítas onde Cersei caminha nua na S5.

O problema é que Dubrovnik é uma cidade medieval amuralhada com 1.557 residentes no centro histórico, infraestrutura de séculos, e capacidade prática para absorver talvez 8 mil visitantes por dia. Em julho de 2024 recebia 35-40 mil. Em julho de 2025, com restrições mais duras, ainda recebia 22 mil.

O que mudou em 2025-2026:

A câmara instituiu um pacote de medidas chamado "Respect the City". Taxa de €5-10 por day-tripper de cruzeiro (depende do porte da embarcação), limite de 2 cruzeiros simultâneos no porto (eram 8), proibição de malas com rodinhas no centro histórico entre as 8h e as 22h (coima de €265), proibição de tours guiados com grupos superiores a 25 pessoas. Em 2026 entra em vigor restrição extra: tours temáticos de GoT só com guia certificado pela cidade, custo €45-65 por pessoa.

Como visitar sem cair na armadilha:

Voo SP-Dubrovnik via Frankfurt ou Istambul, R$ 5.800-8.200 em maio 2026. Aluguer de apartamento na cidade nova (fora das muralhas) sai €120-180 a diária — 40% mais barato do que dentro das muralhas. Caminhar até ao centro são 15 minutos pela Pile Gate.

Estratégia que funciona: chegue à cidade às 5h30 da manhã. Stradun completamente vazia até às 8h. Faça todo o circuito GoT (Pile Gate, Stradun, Jesuit Stairs, Lovrijenac exterior, Minčeta) em 2h30. Volte ao hotel para o pequeno-almoço. Os cruzeiros começam a descarregar às 8h-9h. Já saiu.

Outra opção é o ferry para a Lokrum Island — sai do porto antigo a cada 30 minutos. Lokrum foi Qarth na S2 (Garden of Bones). Custa €27, vale o passeio, e descongestiona a cidade principal.

Melhor mês: Outubro ou abril. Temperatura 18-22°C, mar ainda banhável até meados de outubro, multidão 60% menor do que em julho.

Quando NÃO ir: Junho a setembro. Especificamente julho-agosto é insuportável. As diárias triplicam, os restaurantes ficam impraticáveis, e o microclima do centro histórico (pedra a refletir calor) chega aos 38°C.

Lotação esperada 2026: Crítica em alta temporada, mesmo com medidas restritivas. House of the Dragon S3 não filmou na Croácia (a HBO migrou para Espanha), o que retira a renovação de hype — então existe uma janela: 2026-2028 a pressão tende a estabilizar antes de subir de novo se A Knight of the Seven Kingdoms filmar em Dubrovnik (não confirmado até agora).

Alternativa principal: Split.

Split fica 230 km a norte. O Diocletian's Palace, palácio romano do século IV, foi cenário de Meereen entre a S4 e S6 — especificamente os corredores subterrâneos onde Daenerys mantém os dragões presos foram filmados nos sótãos do palácio. A cidade tem 178 mil habitantes, infraestrutura turística completa, voos diretos com mais frequência, e hotelaria 30-40% mais barata.

Roteiro inteligente: 3 dias em Split, day trip a Trogir (UNESCO, 30 min de carro), day trip a Dubrovnik (4h de carro, sair às 5h da manhã, voltar à noite — apanha Dubrovnik vazia sem lá dormir), e fecho com 2 dias em ilhas (Hvar ou Brač).


Sevilha (Dorne) — a locação que ainda funciona

O Real Alcázar foi os Water Gardens of Sunspear (S5-S6), onde Doran Martell recebe Jaime Lannister. A Plaza de España (já tinha sido usada em Star Wars Episódio II como palácio de Naboo) tornou-se Dorne em algumas sequências da S5. Itálica, ruínas romanas a 9 km do centro, tornou-se o Dragonpit na S7.

Sevilha funciona porque é grande — 685 mil habitantes — e porque os principais cenários são todos abertos. O Real Alcázar tem capacidade para absorver 4 mil visitantes simultâneos sem se tornar um inferno. A Plaza de España é gigantesca. Itálica é um parque arqueológico aberto.

Como visitar:

Voo SP-Sevilha via Madrid, R$ 4.200-6.500. Hotel boutique no centro €120-200 a diária, hostel design €40-60. Mês ideal: abril, maio, outubro. Verão (junho-agosto) bate 40-44°C — desumano para caminhar.

Bilhete Real Alcázar: €13,50 entrada geral, €19,50 com tour guiado em português. CRÍTICO: compre online com pelo menos 30 dias de antecedência via alcazarsevilla.org. Em alta temporada (abril-maio, outubro) os bilhetes esgotam para a semana toda.

A Plaza de España é gratuita, aberta 24h. Para fotografia sem gente, vá às 6h45 da manhã — sol a nascer pelos arcos. Itálica fica em Santiponce, 30 minutos de autocarro público. Entrada €1,50. Aberta de terça a domingo.

Lotação esperada 2026: Média. Sevilha não entra em ciclo de pico porque GoT terminou e House of the Dragon migrou para Cáceres. Janela boa pelos próximos 5 anos.

Combinação inteligente: Sevilha + Córdoba (Mezquita) + Granada (Alhambra). 7 dias, três cidades, comboio direto entre elas. Cobre toda a Andaluzia mourisca-medieval que define visualmente Dorne.


Islândia (Beyond the Wall) — paisagem que se autorregula

Quase tudo o que se passa "para lá da Muralha" foi gravado na Islândia. Vatnajökull (glaciar) tornou-se o exterior da Muralha na S2 e S7. Þingvellir National Park tornou-se o Bloody Gate na S4. Mýrdalsjökull (glaciar do sul) foi cenário para cenas com Brienne e Sandor na S4. Hverir (campo geotermal) e Dimmuborgir (formações de lava) tornaram-se acampamentos selvagens na S3.

A Islândia tem algo que Dubrovnik não tem: escala que se autorregula. Pode ter mil turistas em Vatnajökull e ainda assim cada um ter 200 metros de glaciar para si. A paisagem é vasta o suficiente para absorver volume sem se tornar selfie line.

Como visitar:

Voo SP-Reykjavík via Londres ou Frankfurt, R$ 6.500-9.500. Aluguer de SUV 4x4 essencial — R$ 450-650/dia. Hotel/cabana em rota varia muito: Reykjavík €180-280, no interior €120-180. Gasolina US$ 2,40/litro — orçamento de R$ 1.200-1.800 só de combustível para Ring Road completa.

Roteiro GoT de 8 dias (Ring Road parcial):

  • Dia 1-2: Reykjavík + Golden Circle (Þingvellir = Bloody Gate)
  • Dia 3-4: Costa sul até Vík (Mýrdalsjökull = treino Brienne/Sandor)
  • Dia 5-6: Jökulsárlón + Vatnajökull (Muralha)
  • Dia 7-8: Mývatn + Hverir + Dimmuborgir (acampamentos selvagens)

Melhor mês: Junho a agosto para ter todas as estradas abertas, sol da meia-noite, trilhos de glaciar acessíveis. Setembro tem aurora boreal a começar. Inverno (novembro a março) muito restrito — várias estradas fechadas, mas a paisagem é a mais "GoT" possível.

Lotação esperada 2026: Baixa-média no interior. Reykjavík e Golden Circle ficam médio-altos no verão. O resto do país absorve bem.

Combo: Aurora boreal entre setembro e março. Se for em setembro, apanha clima ainda viável de Ring Road + hipótese de aurora à noite.


Northern Ireland (Winterfell + Iron Islands) — a locação subestimada

Tollymore Forest tornou-se a Haunted Forest da S1 (cena de abertura). Castle Ward foi Winterfell em todas as cenas exteriores. Ballintoy Harbour foi o porto de Pyke (Iron Islands). A Carrick-a-Rede rope bridge é parte do litoral cinematográfico da S3. Dark Hedges (faia de duzentos anos) é a Kingsroad.

E tem o Iron Islands Studio Tour em Linen Mill, Banbridge — abertura oficial 2022, expansão 2024. Lá estão os sets originais de Winterfell's Great Hall, Throne Room de Dragonstone, Inn at the Crossroads. Custa £39,50 adulto. É a experiência GoT mais completa que existe hoje.

Como visitar:

Voo SP-Dublin direto pela Aer Lingus, R$ 4.500-6.800. Aluguer de carro essencial — Northern Ireland é território rural. Base em Belfast (€120-180 a diária em hotel decente) ou Ballycastle (mais perto das locações da costa).

Roteiro de 4 dias cobre tudo: dia 1 Belfast + Linen Mill Studio Tour, dia 2 Castle Ward (Winterfell) + Tollymore, dia 3 Causeway Coast (Carrick-a-Rede, Dark Hedges, Ballintoy), dia 4 Cushendun Caves + Murlough Bay (onde Davos volta de Dragonstone na S2).

Melhor mês: Maio-junho ou setembro. Verão (julho-agosto) é alta temporada local mas continua administrável. Inverno chove demais.

Lotação esperada 2026: Baixa-média. Não tem fenómeno de pico. Vale ir já.

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Cáceres + Trujillo + Plasencia (House of the Dragon S3) — o próximo Dubrovnik

A HBO confirmou Cáceres e Trujillo como base de filmagem para a S3 de House of the Dragon, a gravar entre junho e outubro de 2026. Estreia prevista para 2027. Já vimos o filme: temporada estreia, hype explode, turistas chegam, cidade satura.

Cáceres tem 96 mil habitantes. Plaza Mayor, Plaza de San Jorge, Palácio de los Golfines — tudo cenário S2 já, e vai aparecer ainda mais na S3. Trujillo tem 9 mil habitantes. Nove mil. O estacionamento principal da Plaza Mayor comporta 80 carros.

Como visitar antes da explosão:

Vá em 2026 (entre março e outubro, antes da estreia da temporada). Vai apanhar a cidade ainda em modo pré-hype. Atrio Restaurante Hotel em Cáceres, três estrelas Michelin, diária €450 — caro mas legenda. Opções mid-range €120-180. Aluguer de carro essencial desde Madrid (4h de estrada).

Lotação esperada:

  • 2026 antes de outubro: Média. Janela boa.
  • 2026 outubro-dezembro: Filmagem ativa, áreas fechadas, mas hype ainda baixo.
  • 2027 (estreia + 6 meses): Pico. Evite.
  • 2028+: Estabiliza num patamar 40-60% acima de 2025.

Alternativa para quem quer estética sem hype: Sevilha (item anterior). Cobre o vocabulário visual mourisco-medieval com infraestrutura 10x mais robusta.


Malta — a locação esquecida

A primeira temporada inteira de GoT foi filmada principalmente em Malta antes de a produção migrar para a Croácia. Mdina, a "Cidade Silenciosa", foi King's Landing na S1. Fort Manoel foi o Great Sept of Baelor (onde Ned Stark é executado). St. Dominic's Monastery em Rabat tornou-se parte do Red Keep.

Malta desapareceu do radar GoT depois da S1 — a HBO mudou-se para a Croácia na S2. Mas as locações continuam lá, e Malta hoje recebe uma fração do turismo de Dubrovnik. Mdina tem 250 residentes e capacidade para absorver visitas tranquilamente.

Como visitar:

Voo SP-Malta via Roma, R$ 5.200-7.500. Hotel boutique em Valletta €120-180, em Mdina €140-220 (Xara Palace é o único hotel dentro das muralhas — diária €280, vale a experiência uma noite). Aluguer de carro €40-60/dia.

Roteiro de 4 dias: Valletta (capital, mar) + Mdina (city silent) + Rabat + ilha de Gozo (Azure Window — colapsou em 2017 mas a zona de Dwejra Bay onde se gravou a cena do casamento de Daenerys ainda vale).

Melhor mês: Abril, maio, outubro. O verão é forte mas administrável (cidade de litoral).

Lotação: Baixa. Janela de ouro.


Marrocos (Essos do sul) — Ait Benhaddou e Essaouira

Yunkai foi gravada em Ait Benhaddou, kasbah de barro Património UNESCO. Astapor foi Essaouira (cidade portuária na costa atlântica). Pentos teve cenas em Marraquexe.

Como visitar:

Voo SP-Marraquexe via Lisboa ou Madrid, R$ 4.800-7.200. Base em Marraquexe, day trip 4h até Ait Benhaddou (€80-120 por pessoa em tour, ou €180 alugando carro próprio para o dia). Essaouira fica a 3h da costa, vale 2 dias.

Roteiro: 7 dias em Marrocos cobrindo Marraquexe + Ait Benhaddou + Essaouira + Atlas Mountains.

Melhor mês: Outubro-novembro ou março-abril. O verão (junho-agosto) bate 45°C no interior. O inverno é chuvoso na costa.

Lotação esperada 2026: Baixa-média. Ait Benhaddou tem fluxo de cinema constante (Gladiador, Lawrence da Arábia, GoT) mas o local é grande.


Como visitar sem cair na armadilha do overtourism

Três regras simples:

1. Evite a alta temporada europeia (junho-agosto). Em todas as locações citadas, o problema não é o cenário ser mau — é a multidão. Setembro-outubro e abril-maio resolvem 80% do problema.

2. Acorde cedo. Cinco e meia da manhã em Dubrovnik = Stradun vazia. Seis e quarenta e cinco em Sevilha = Plaza de España só para si. É inegociável.

3. Use uma cidade-base maior, faça day trips para as locações pequenas. Split como base para day trip a Dubrovnik. Madrid como base para Cáceres. Marraquexe como base para Ait Benhaddou. Dorme em cidade com infraestrutura e visita a locação sem alimentar a saturação local.

Se quer perceber o framework completo de overtourism com taxas, quotas e cidades em crise hoteleira, leia o pillar Veneza, Barcelona, Amesterdão: o mapa do overturismo 2026. Aplicam-se as mesmas regras.


Veredicto

GoT ainda vale a viagem. Mas o mapa mudou:

  • Vá já: Malta, Northern Ireland, Islândia, Sevilha. Lotação razoável, infraestrutura boa, próximos 3-5 anos estáveis.
  • Vá em 2026 antes de outubro: Cáceres, Trujillo. Janela final antes do pico de House of the Dragon S3.
  • Vá com estratégia: Dubrovnik. Apenas se conseguir acordar às 5h e dormir em Split ou fora das muralhas.
  • Não vale a pena: Dubrovnik em julho-agosto com hotel dentro das muralhas. Vai pagar três vezes mais por uma experiência três vezes pior.

Westeros e Essos continuam acessíveis. O segredo é perceber que a Coroa de Ferro vale menos do que a paciência de evitar a fila de quem a está a fotografar.

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Pontos-chave

Dubrovnik instituiu uma taxa diária de €5-10 para day-trippers de cruzeiro em 2025, limitou cruzeiros a 2 por dia (de 8) e proibiu malas com rodinhas nas ruas de pedra do centro histórico. Mesmo assim, em julho a cidade recebe 4x a sua população local.

Split é a alternativa óbvia. O Diocletian's Palace foi cenário de Meereen (S4-S6), tem melhor infraestrutura turística e custa 30-40% menos em hotel e restaurante.

Sevilha continua a ter a melhor relação custo-benefício: Real Alcázar (Water Gardens of Dorne) e Plaza de España (Dorne na S5) absorvem a visita sem se tornar um inferno. Compre o bilhete do Alcázar com 30 dias de antecedência — esgota rápido mas o estrangulamento é planeamento, não capacidade.

Perguntas frequentes

Não é obrigatório, mas ajuda muito. Dubrovnik, Sevilha e a Islândia são destinos incríveis por si só. Quem viu a série tem o bónus de reconhecer cenários — Trono de Ferro em Dubrovnik, Dorne em Sevilha, Para Lá da Muralha na Islândia.

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Sobre o autor

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